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O partido surgiu inspirado na luta pelo protagonismo negro e dos moradores de periferias, a fim de combater as desigualdades e gerar desenvolvimento

Brasil Econômico

Frente Favela Brasil é o partido criado para gerar oportunidades e defender os direitos dos negros e moradores de periferias
Reprodução/Frente Favela Brasil
Frente Favela Brasil é o partido criado para gerar oportunidades e defender os direitos dos negros e moradores de periferias

Com a disseminação do “favelismo” ou valores das favelas, o Frente Favela Brasil ( FFB ) solicita nesta quarta-feira (30), o seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para a participação nas eleições de 2018. O partido surgiu inspirado na luta pelo protagonismo dos negros e dos moradores de periferias, a fim de combater as barreiras e as desigualdades que cercam a vida desses cidadãos.

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Essa é a primeira vez na história que um partido é registrado no TSE com o intuito de representar negros e moradores de favelas, abrangendo os 27 diretórios formados em todos os estados, além do diretório nacional. Para comemorar a importância do acontecimento, o Frente Favela Brasil realiza nesta quarta (30), um ato simbólico para marcar a nova empreitada. 

Campanha e representatividade

Na data, um púlpito com microfone estará aberto para que aqueles que queiramse manifestar sobre a importância de um partido para representar a causa. Pelo menos um membro de cada estado pode se pronunciar sobre a campanha de colhimento das 484 mil assinaturas necessárias para participar do pleito eleitoral.  A campanha terá início no dia 18 de setembro, com expectativa de 5 milhões de assinaturas até o seu término.

 A captação de assinaturas é a última fase de criação do FFB, que já passou pelo lançamento, registro em cartório de pessoa jurídica, aquisição de CNPJ e agora, registro no TSE.

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“Esse é um momento muito importante para todos os moradores de favelas e todos os negros de todas as classes do Brasil.  Não queremos virar o barco, queremos simplesmente embarcar e seguir viagem nas mesmas condições dos já embarcados”, afirmou a co-presidente do partido, Patrícia Fonseca, que tem 37 anos, é moradora do morro do Papagaio, em Belo Horizonte, é mãe e educadora de arte e do candomblé.

 Os membros da frente acreditam que o número do partido seja comunicado pelo TSE em 48 horas.  O início da campanha começará nas redes sociais, como explica o colaborador de comunicação da FFB, Elísio Lopes Jr: “pensamos numa ação bem simples, onde todas as pessoas que apoiam o partido irão postar no dia 18 de setembro uma foto em preto e branco, como forma de valorizar as nossas relações de igualdade”.

De acordo com o co-presidente do partido, Wanderson Maia, de 28 anos, o FFB não é um partido feito só por negros e moradores de periferias, mas sim, por todas as pessoas que desejam um Brasil mais justo e com oportunidades iguais.

 “Não nasci em favela, mas como negro, homoafetivo e criado em subúrbio conheço de perto o preconceito.  Nossa pauta não pode ser somente a reparação, temos outros desafios que são a formação imediata dos nossos pares, e sobre tudo a conscientização dos negros bem-sucedidos de que esse movimento é de unificação”, conclui o representante do Frente Favela Brasil.

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