Em relação à taxa de julho de 2016, a variação foi de 1,06%. Já a taxa acumulada até este mês é de -2,25% e a de 12 meses ficou em -1,79%

Brasil Econômico

O IGP-10 da FGV é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência
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O IGP-10 da FGV é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou nesta segunda-feira (17) uma deflação de 0,84% no Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) em julho, ante a deflação de 0,62% obtida em junho. Em relação à taxa do mesmo mês do ano passado, a variação foi de 1,06%. A taxa acumulada neste ano, até o mês de julho, é de -2,25%, enquanto a de 12 meses ficou em -1,79%.

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Vale lembrar que o IGP-10 da FGV é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência, que neste caso é o mês de julho. 

IPA

Em julho, o índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação negativa de 1,32%, enquanto a do mês anterior foi de -1,17%. Os bens finais variaram negativamente em 1,12% no sétimo mês do ano, enquanto em junho, a taxa foi de 0,16%. O subgrupo alimentos in natura foi apontado como o principal contribuinte, ao passar de 1,32% para -4,58%. O índice referente a bens finais, calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para consumo, variou -0,51% no mês, ante a taxa de 0,21% registrada em junho.

Já o índice do grupo bens intermediários variou negativamente, em 0,74%, ante a taxa de 0,16% do mês anterior, sendo o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 1,47% para -4,52%, o maior destaque. O índice bens intermediários, apurado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção também variou negativamente, em 0,16%. No mês anterior o resultado se manteve em baixa, com 0,04%.

No que se diz respeito ao índice do grupo matérias-primas brutas, a variação foi de -2,26%, enquanto em julho foi de -4,34%. Os itens minério de ferro, cana-de-açúcar e pedras britadas foram considerados os principais contribuintes, ao passarem de -16,54%, -3,18% e -3,39% para -2,67%, -1,73% e 0,91%, respectivamente. Por outro lado, destacaram-se: soja em grão, indo de 3,31% para 1,81%, mandioca, de -6,78% para -11,62%, e algodão em caroço, ao variar de -2,24% para -8,30%.

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IPC

Ainda em julho, o índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou recuo em sua taxa de variação, com 0,17%, ante a 0,21% de junho. Seis das oito classes de despesa que integram o indicador decresceram no mês, com destaque para o grupo habitação, que passou de 0,83% para -0,16%. Nesta classe de despesa, é importante evidenciar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, que variou de 4,76% para -2,79%.

Entre as retrações do mês estão os grupos transportes, ao passar de -0,11% para -0,58%, saúde e cuidados pessoais, de 0,69% para 0,27%, alimentação, de -0,44% para -0,48%, despesas diversas, de 0,48% para 0,23% e vestuário, indo de 0,48% para 0,37%. Os principais destaques foram: gasolina, ao passar de -0,70% para -2,54%, medicamentos em geral, de 0,49% para -0,23%, laticínios, de 0,40% para -0,49%, tarifa postal, de 7,90% para 0,00% e roupas femininas, ao passar de 0,52% para 0,04%.

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação e comunicação, apresentaram altas em suas taxas de variação, ao passarem de 0,20% e 0,01% para 0,31% para 0,05%, respectivamente. Show musical, indo de 0,27% para 1,11% e pacotes de telefonia fixa e internet, de -0,49% para 0,05% foram os principais contribuintes para esta classe de despesa.

INCC

De acordo com a FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,62% em julho, ante a taxa de 0,92% registrada no mês anterior, enquanto o índice relativo a materiais, equipamentos e serviços variou 0,10%. Em junho, a taxa havia sido de -0,09%. Por fim, a fundação apontou variação de 1,04% no índice abrangente ao custo da  mão de obra , frente a taxa de 1,76% apresentada no mês anterior.

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