Criação de postos formais é a pior desde setembro de 2001

Volume ficou dentro das estimativas de 16 analistas do mercado financeiro de 120.000 a 220.000 vagas com carteira assinada e abaixo da mediana, de 167.500 postos

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O saldo líquido de empregos formais gerados em setembro foi de 150.334, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados há pouco pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de admissões de 1.664.747 empregados com carteira assinada e desligamentos de 1.514.414 pessoas.

O resultado, segundo o diretor do departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi o pior para o mês desde 2001. Os dados apresentados no primeiro momento pela Pasta, indicavam que o saldo era o pior para o mês desde 2003, mas Torelly atualizou a série histórica para os jornalistas durante entrevista coletiva. Naquele ano, o resultado de setembro foi de 80.028. Em 2003, o saldo desse mês ficou em 167.312. Estes dados apresentados pelo MTE consideram os números sem ajuste.

Para Torelly, apesar de ser a mais baixa para o mês dos últimos 11 anos, a criação de vagas foi positiva. "Em relação ao cenário mundial, o resultado de setembro ainda foi positivo", comparou. Segundo ele, todos os indicadores econômicos e expectativas para essas variáveis têm mostrado desaceleração. Como exemplo, ele citou o Produto Interno Bruto (PIB). "Todos os indicadores estão refletindo isso e o mercado de trabalho reflete a economia", considerou.

O volume ficou dentro do intervalo das estimativas de 16 analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, de 120.000 a 220.000 vagas com carteira assinada e abaixo da mediana, de 167.500 postos formais.

No acumulado do ano até setembro passado, o saldo liquido de empregos ficou em 1.574.216.

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