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Prévia do PIB indica leve retração da economia em maio, diz Banco Central

Índice de Atividade Econômica do Banco Central recuou 0,02% em maio na comparação com o mês anterior; nos primeiros cinco meses de 2012, o IBC-Br registra expansão de 0,85%

Valor Online |

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), criado pelo Banco Central para antecipar a tendência do Produto Interno Bruto (PIB), indica que o nível de atividade econômica do país recuou 0,02% em maio na comparação com o mês anterior, nos dados dessazonalizados. Sem ajuste sazonal, o IBC-Br teve queda de 0,51% em maio ante abril, informou o BC nesta quinta-feira.

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O índice do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia - agropecuária, indústria e serviços - acrescida dos impostos sobre produtos.

A variação ajustada do IBC-Br de maio ficou acima da previsão média de queda de 0,48% apurada pelo Valor Data entre dez analistas. O intervalo das projeções variou entre recuo de 0,9% e retração de 0,2%.

Em abril, o indicador avançou 0,10% frente a março, dado revisado de 0,22% divulgado inicialmente pela autoridade monetária. Nos primeiros cinco meses de 2012, o IBC-Br registra expansão de 0,85% na versão sem ajustes, ante o mesmo período do ano passado. Já na comparação de maio com o mesmo mês de 2011, o índice apresenta alta de 1,09% nos números sem ajustes.

Nos dados dessazonalizados, que levam em conta fatores inerentes historicamente a cada período, o indicador teve alta de 0,18%. No período de doze meses encerrados em maio de 2012, o indicador aponta crescimento de 1,39%, na série sem ajustes, e alta de 1,27%, nos dados dessazonalizados.

No fim do mês passado, o Banco Central (BC) revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,5% em 2012, conforme estimativa divulgada no Relatório Trimestral de Inflação.

O mercado é menos otimista e prevê, segundo dados do mais recente boletim Focus, que o crescimento do PIB deste ano não vai ultrapassar 2,01%. Num cenário de economia doméstica em ritmo fraco, inflação em queda e incertezas no cenário externo, que também é de desaceleração, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu ontem por mais um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), levando-a a 8% ao ano, o menor patamar da história do Copom, criado em 1996.

Desde agosto de 2011, quando iniciou o atual ciclo de afrouxo monetário, a Selic já caiu 4,5 pontos percentuais, de 12,5% para 8% ao ano.

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