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Bruxelas, 4 mai (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, qualificou hoje de "loucura absoluta" e "despropósito descomunal" as especulações de que Espanha possa precisar da ajuda da União Europeia em um futuro próximo e exigiu que se preste atenção aos dados e aos fatos.

Bruxelas, 4 mai (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, qualificou hoje de "loucura absoluta" e "despropósito descomunal" as especulações de que Espanha possa precisar da ajuda da União Europeia em um futuro próximo e exigiu que se preste atenção aos dados e aos fatos. Em entrevista coletiva em Bruxelas, onde se reuniu com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão, José Manuel Durão Barroso, Zapatero denunciou concretamente os rumores de que a Espanha poderia necessitar de até 280 bilhões de euros. Os boatos fizeram com que a bolsa espanhola caísse hoje. Após se comprometer a "combater" esse tipo de especulações, ele assegurou que está tranquilo e tem confiança na "fortaleza e na solvência das contas publicas" espanholas e em sua capacidade de recuperação econômica. Zapatero reconheceu que tinham lhe falado desse rumor e sua resposta foi simples: "não dou crédito, não dou crédito". Na sua opinião o fato é "muito grave" e "simplesmente intolerável", porque pode causar um efeito imediato nos mercados de valores e aumentar o diferencial da dívida espanhola a respeito do bônus alemão. "Não podemos passar o dia todo dando atenção às especulações, as previsões, as hipótese, o que pode passar; temos que buscar os fatos e os dados", ressaltou. Zapatero lembrou que a dívida espanhola se mantém 20 pontos abaixo da média comunitária. Insinuou, além disso, que o primeiro trimestre pode lançar dados positivos de crescimento, que serão conhecidos nos próximos dias, e lembrou que aumentaram os ingressos. Como exemplo das especulações, lembrou que desde o início da crise se falou do risco do setor financeiro espanhol, "um dos que melhor resistiu", e denunciou as opiniões "absolutamente infundadas e desproporcionais" sobre o risco do setor imobiliário para bancos e caixas. Zapatero, que compareceu sozinho na grande sala de imprensa do Conselho Europeu, ratificou o respaldo da UE à Grécia, que, disse, "tem o que precisa para que aqueles que tenham compromissos com ela possam estar tranquilos". Neste contexto, avaliou o sacrifício que os cidadãos gregos terão que fazer e elogiou a responsabilidade e a "coragem" do Governo de Giorgos Papandreou ao iniciar um plano de redução do déficit, consolidação fiscal e reformas estruturais. Quando os líderes da zona do Euro se reunirem nesta sexta-feira em Bruxelas, acrescentou, demonstrarão que os países europeus remam na mesma direção, "a direção da confiança, da redução dos déficits públicos, do crescimento econômico, do lucro da competitividade e da responsabilidade compartilhada". EFE nl/pb

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