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Pressionada pelo aumento da concorrência dos produtos importados, vindos principalmente de países asiáticos, a Weg decidiu fechar sua fábrica de motores para eletrodomésticos localizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. Por meio de nota divulgada ontem, a empresa informou ainda que vai demitir 370 dos cerca de 400 funcionários da unidade.

Todos foram colocados em licença remunerada pela empresa.

Segundo a empresa, a medida faz parte de um plano de reestruturação para a área de motores elétricos para eletrodomésticos. Para obter maior produtividade e ganhar competitividade nesse segmento, e tendo em vista a retração de consumo provocada pela atual crise financeira, a Weg resolveu centralizar a produção desse tipo de motores nas fábricas de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e Manaus, no Amazonas.

A decisão da Weg surpreendeu o Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos. "A Weg não agiu de boa fé", disse o secretário-geral da entidade, Heleno Benedito da Silva. Ele alegou que o sindicato não foi informado sobre o processo de reestruturação da empresa e o fechamento da fábrica só foi comunicado na sexta-feira.

"Além disso, a empresa não informou ao sindicato que ia colocar os funcionários em licença remunerada", disse Heleno. Uma reunião entre a empresa e o sindicato foi marcada para a semana que vem.

Segundo ele, a empresa disse em reunião no sindicato que a medida era necessária porque vem perdendo cada vez mais mercado para a importação de produtos asiáticos que chegam ao País já montados, caso dos ventiladores e de aparelhos de ar-condicionado em CKD (kits desmontados).

A companhia diz, na nota, que os motores para condicionadores de ar sofreram retração mais acentuada da demanda em razão da alteração na política industrial de referência da Zona Franca de Manaus. "Passou-se a admitir a atividade industrial baseada em CKD, que permite a importação com incentivos fiscais de componentes estrangeiros."

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