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Nova York, 6 mai (EFE).- A Bolsa de Nova York viveu nesta quinta-feira uma das sessões mais dramáticas de sua história, motivada pela situação da Grécia e talvez por um erro humano, que obrigou o mercado Nasdaq a cancelar as operações em seus 20 minutos mais frenéticos e a abrir uma investigação oficial.

Nova York, 6 mai (EFE).- A Bolsa de Nova York viveu nesta quinta-feira uma das sessões mais dramáticas de sua história, motivada pela situação da Grécia e talvez por um erro humano, que obrigou o mercado Nasdaq a cancelar as operações em seus 20 minutos mais frenéticos e a abrir uma investigação oficial. São tantas as dúvidas que surgiram sobre esses minutos que a Comissão da Bolsa de Valores dos Estados Unidos (SEC, sigla em inglês) e a Comissão de Comércio de Futuros de Matérias-Primas (CFTC) já averiguam a situação. "A SEC e a CFTC estão trabalhando com outras entidades reguladoras e os mercados de valores para avaliar esta atividade incomum da bolsa que aconteceu esta tarde", destacaram os organismos, que também alertaram que "é preciso tomar as medidas adequadas para proteger os investidores". As entidades asseguraram que publicarão os resultados dessas pesquisas, assim como "recomendações" apropriadas. Wall Street viveu, nesta quinta-feira, autênticos minutos "trepidantes", quando houve temor por seu desabamento, depois que seu principal índice, o Dow Jones Industrial, assim como o S&P e o mercado Nasdaq, perderam cerca de 9%, mas depois, para tranquilidade dos investidores, tiveram queda atenuada antes do fechamento. O Dow Jones chegou a descer 9,17% (997,21 pontos), batendo na marca de 9.869,62, e o seletivo S&P 500 perdeu até 8,58%, tocando 1.065,79 pontos, enquanto o Nasdaq desceu até 9,01%, chegando a 2.185,75. No encerramento do pregão, o Dow Jones fechou com perda de 3,2% (347,80 pontos), até 10.520,32. O S&P perdeu 3,24% (37,72 pontos), fechando em 1.128,15, e o Nasdaq caiu 3,44% (82,65 pontos), fechando aos 2.319,64. Analistas e investidores afirmaram que as inquietações sobre os problemas financeiros da Grécia e a capacidade de outros países europeus para enfrentar sua dívida foram culpadas pela jornada ruim, mas após a recuperação surgiram outras hipóteses sobre a causa exata do desastre, e começou a busca por culpados. Horas depois, ninguém sabe o que ocorreu, e está sendo investigada a possibilidade da queda ter começado pelo erro de um operador, aparentemente do Citigroup, que em vez de teclar a letra "m" de milhão, apertou a "b" de bilhão, quando acertava uma venda de 16 milhões de dólares, não de 16 bilhões. Imediatamente o Citigroup disse que "não havia evidências" que comprovassem sua participação "em transação errônea alguma", o que também foi confirmado pelo grupo CME, responsável pelo mercado onde são negociados contratos futuros de matérias-primas e outros produtos, que indicou que o banco não tinha cometido irregularidades. Alguns veículos da imprensa especializada destacam que a ordem de venda errônea pode ter influenciado as ações da Procter & Gamble, que imediatamente desceram de US$ 60 a US$ 39,37. Como um dos 30 componentes do Dow Jones, a queda fez com que o índice fosse afetado. Vertiginosa também foi a variação dos títulos da Accenture, que em um minuto passou de US$ 40 para US$ 0,01, recuperando-se imediatamente e chegando a US$ 41,09. Pouco depois do fechamento dos mercados, o Nasdaq, onde estão cotadas várias empresas de tecnologia, que estavam entre as mais afetadas pela queda (3,26%), optou por cancelar as operações entre 15h40 e 16h (horário de Brasília) e variaram mais de 60% em relação ao valor que tinham momentos antes. O mercado considera que uma transação foi claramente errônea quando os termos da mesma incluem um erro óbvio de qualquer tipo, como de preço, número de ações ou outras unidades de troca ou de identificação dos valores. Investidores e analistas estão já à espera da abertura dos mercados na sexta-feira, no fechamento de uma semana na qual Wall Street viveu momentos de tensão. EFE emm-dvg/fm

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