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Londres, 10 mar (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse hoje que a falta de créditos que castigou as empresas do país desde a explosão da crise financeira começará a perder força nos próximos meses.

Em entrevista à "BBC", Brown baseou sua previsão nos acordos alcançados com o Royal Bank of Scotland (RBS) e o Lloyds Banking Group, nos quais o Estado tem ampla participação, que vão injetar no mercado financeiro 40 bilhões de libras (US$ 55,45 bilhões) adicionais.

Brown, que foi ministro da Economia durante 10 anos nos Governos de Tony Blair, assumiu sua parcela de responsabilidade no colapso do sistema financeiro, mas disse que não se arrepende de qualquer decisão adotada como ministro ou como primeiro-ministro.

"Assumo total responsabilidade pelo que aconteceu, mas não posso dizer que a crise foi causada por algo que ocorreu unicamente no Reino Unido", disse o líder trabalhista.

O premiê britânico afirmou que "a crise teve uma origem mundial e, ao contrário de outras ocasiões, não foi causada pela postura dos Governos em relação às altas taxas de juros e de inflação".

"Esta crise foi algo que ocorreu no mundo todo. Não podemos encontrar uma solução, a menos que saibamos que temos de ordenar o sistema bancário em todo o mundo", disse.

Brown afirmou que a resposta para o problema é "conseguir que os bancos façam o trabalho que já deveriam ter feito", ou seja, restaurar os níveis normais de crédito a investidores particulares e empresas.

"No curto prazo, o volume da injeção de dinheiro na economia e os cortes nas taxas de juros (atualmente em 0,5%, o nível mais baixo da história do país), terão seu efeito", disse.

"Acho que veremos que a situação das empresas começará a melhorar nos próximos meses, à medida que haja mais dinheiro disponível para que os bancos voltem a emprestar", insistiu. EFE fpb/mh

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