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Rio de Janeiro, 1 dez (EFE).- A empresa francesa Vivendi anunciou hoje que já possui 50,9% das ações da GVT, em resposta aos questionamentos feitos na véspera pela Comissão de Valores Mobiliários sobre sua capacidade para controlar a companhia.

A GVT, em comunicado enviado hoje à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), informou que a Vivendi notificou que já possui o controle da companhia sem levar em conta as opções de compra de ações ainda não exercidas e que aumentarão ainda mais sua participação.

"A participação da Vivendi (na GVT) sem levar em conta as opções de compra que ainda não foram exercidas é de 50,9% do novo capital social (69,8 milhões de ações), em comparação com 37,9% de ações (48,7 milhões) que tinha em 13 de novembro", aponta a carta enviada à Bovespa.

Segundo a nota, com as novas compras de ações a participação da Vivendi na GVT quando toda a operação for concluída poderá ser em cinco pontos percentuais superior à prevista no mês passado, quando a operadora francesa surpreendeu o mercado ao anunciar a aquisição da brasileira.

A venda ao grupo francês frustrou a intenção da espanhola Telefónica, que tinha manifestado seu interesse na GVT e tinha apresentado uma milionária oferta pelo total de ações da companhia.

Apesar de a Vivendi ter anunciado inicialmente a aquisição de 57,5% do capital da GVT, as novas operações podem elevar essa participação agora a 62,85%, de acordo com o comunicado da empresa.

"A participação total da Vivendi, incluindo opções de compra ainda não exercidas, é de 62,85%. Isso representa 86,2 milhões das 137,2 milhões de ações que compõem o capital da GVT", acrescenta o comunicado.

O aumento da participação foi possível depois que a Vivendi chegou a um acordo de opção de compra de ações com a também francesa Tyrus Capital LLP.

A Vivendi explicou que contratou a Tyrus para que fizesse opções de compra por 24,9 milhões de ações da GVT e que já adquiriu 8,5 milhões dessas ações e tem prazo até 17 de fevereiro para comprar as 16,4 milhões restantes se desejar.

Os esclarecimentos foram feitos um dia depois que a Comissão de Valores Mobiliários, em comunicado, admitiu estar investigando a operação e manifestou dúvidas sobre a capacidade das contratadas da Vivendi, como a Tyrus, de adquirir as ações que reservou.

A Comissão disse que ainda esperava esclarecimentos da Vivendi, já que a empresa tinha descumprido o prazo para fornecer todas as informações exigidas. EFE cm/pd

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