Tamanho do texto

SÃO PAULO - A Visa anunciou a aquisição da CyberSource, empresa que fornece soluções de pagamento eletrônico e da qual é parceira desde 1999, por cerca de US$ 2 bilhões, ou US$ 26 por ação, a serem pagos por meio de dinheiro em caixa. O objetivo da gigante de tecnologia de pagamentos é fomentar sua atuação no comércio eletrônico global, por meio da expansão de sua capacidade de processamentos online e de um maior controle sobre fraudes. A CyberSource processou US$ 120 bilhões em 2009, o equivalente a US$ 1 a cada US$ 4 gastos pelos clientes com compras via internet nos Estados Unidos.

SÃO PAULO - A Visa anunciou a aquisição da CyberSource, empresa que fornece soluções de pagamento eletrônico e da qual é parceira desde 1999, por cerca de US$ 2 bilhões, ou US$ 26 por ação, a serem pagos por meio de dinheiro em caixa. O objetivo da gigante de tecnologia de pagamentos é fomentar sua atuação no comércio eletrônico global, por meio da expansão de sua capacidade de processamentos online e de um maior controle sobre fraudes. A CyberSource processou US$ 120 bilhões em 2009, o equivalente a US$ 1 a cada US$ 4 gastos pelos clientes com compras via internet nos Estados Unidos. A empresa atende mais de 295 mil estabelecimentos comerciais e entre seus clientes estão British Airways, Home Depot, Facebook e Google. De acordo com nota divulgada pela Visa, Michael Walsh, presidente e CEO da CyberSource, continuará a supervisionar as operações da empresa. Já William S. McKiernan, chairman Executivo e fundador da CyberSource, se unirá à Visa, ocupando o cargo de assessor executivo, e terá por missão integrar as duas companhias. Entre as expectativas da Visa com a transação está o posicionamento da companhia como líder do comércio eletrônico móvel. "À medida que o comércio eletrônico se transfere cada vez mais para os dispositivos móveis, acreditamos que a adição da tecnologia e dos serviços da Visa e da CyberSource posicionarão a Visa como líder na área de comércio eletrônico móvel", disse o chairman e CEO da Visa, Joseph W. Saunders. Além disso, até 2015, a Visa espera gerar 50% da receita fora dos Estados Unidos e estar entre as 75 maiores empresas globais em capitalização de mercado. Já a CyberSource tem a perspectiva de ampliar a adoção internacional de suas soluções nas principais áreas geográficas, segundo Walsh. Além disso, McKiernan vislumbra a oportunidade de estender o alcance e a capacidade da plataforma de pagamentos de comércio eletrônico da CyberSource a pequenas empresas e marcas internacionais de todo o mundo. A Visa prevê que a transação represente uma diluição entre US$ 0,04 e US$ 0,05 de seus lucros por ação referentes ao quarto trimestre fiscal de 2010, no padrão US GAAP, por conta da amortização relacionada à aquisição e aos custos da transação. A operação deve ainda acarretar uma diluição dos lucros por ação da Visa referentes ao ano fiscal de 2011,"principalmente no que diz respeito à amortização de ativos intangíveis", de acordo com a nota divulgada pela empresa. (Karin Sato | Valor)
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.