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Volume de vendas caiu 0,2% em abril em relação a março; receita nominal do setor cresceu 0,4% na comparação com o mês anterior

As vendas do comércio varejista brasileiro apresentaram um ligeiro recuo de 0,2% em volume em abril em relação a março, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita nominal do varejo cresceu 0,4% na comparação com o mês anterior.

Em março, as vendas em volume haviam avançado 1,2% em relação ao mês anterior, mas o IBGE revisou esse desempnho para 1%, enquanto a receita nominal com ajuste sazonal havia ficado em 1,4%.

De acordo com o IBGE, é o primeiro resultado negativo no volume de vendas depois de 11 meses de crescimento, enquanto a receita, mesmo reduzindo o ritmo, segue em expansão.

Em termos de volume de vendas, houve acréscimo de 10% sobre abril do ano anterior, 7,6% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano e 9,5% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de 15,4%, 12,6% e de 13,7%, respectivamente.

Em abril, metade das dez atividades pesquisadas obteve resultados negativos para o volume de vendas, com ajuste sazonal.

Desempenho do varejo

Volume de vendas e receita com ajuste sazonal

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Fonte: IBGE

Varejo ampliado

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior,com ajuste sazonal, crescimento tanto para o volume de vendas, de 1,1%, quanto para a receita nominal ,0,4%. Comparado com o mesmo mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, as variações foram de 11,8% para o volume de vendas e de 14,8% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou variação de 8,2% e 10,2% para o volume e 11,4% e 13,3% para a receita nominal de vendas, respectivamente.

Quanto ao volume de vendas, veículos, motos, partes e peças registrou alta de 1,7% em relação a março, o que aponta uma desaceleração no segmento. Comparando com abril do ano anterior, a variação foi de 15,5%. Em termos de acumulados, as variações foram de 8,5% no quadrimestre e de 10,6% nos últimos 12 meses.

Em relação a material de construção, as variações para o volume de vendas foram de 0,2% sobre o mês anterior, de 9,5% em relação a abril de 2010 e de 12,5% e 14,5% nos acumulados do quadrimestre e dos últimos 12 meses, respectivamente.

Das atividades pesquisadas, esta teve a segunda maior variação acumulada do ano, mantendo o crescimento em função do crédito à casa própria, da maturação dos investimentos do programa “Minha Casa Minha Vida”, da manutenção do emprego e do nível de renda, além das medidas de renúncia fiscal, por conta da crise financeira de 2008, foram prorrogadas pelo governo.

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