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SÃO PAULO - As vendas totais de veículos (incluindo motos e implementos rodoviários) no varejo doméstico somaram 220.269 unidades na primeira quinzena de março.

Foi uma expansão de 10,46% em relação ao mesmo período de 2009. Na comparação com a primeira quinzena de fevereiro, houve crescimento de 9,89%, segundo os dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Se considerados apenas os automóveis de passeio e comerciais leves, as vendas no varejo na primeira metade de março totalizaram 131.669 unidades, das quais 86,41% foram de veículos flex. As vendas tiveram uma elevação de 11,2% ante igual período do ano passado. Perante a metade inicial de fevereiro de 2010, a alta foi de 9,08%.

Março deve ser o último mês em que a indústria automotiva será beneficiada pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Até o dia 31, carros com motores de 1.000 cilindradas flex têm IPI de 3%, percentual que retorna a 7% em abril. Já os veículos de até 2.000 cilindradas seguem com alíquota de 7,5% até o fim do mês, quando voltará a valer o percentual de 11%.

Por conta da expectativa de aumento da tributação, a indústria espera um maior ritmo de vendas e ampliou os níveis de estoques. No começo do mês, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, previu que março poderia marcar o melhor mês da história na venda de veículos no país, superando a marca de 308,7 mil unidades comercializadas em setembro do ano passado. Por sua vez, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, projetou vendas de 310 mil veículos em março.

Ainda de acordo com a Fenabrave, a Fiat liderou o mercado de automóveis de passeio no começo de março, com fatia de 23,37%. Em seguida, aparecem Volkswagen (22,05%), GM (20,32%), Ford (10,76%), Renault (6,01%), Honda (4,75%) e Citroen (2,93%).

As vendas de motocicletas, com 77.087 unidades na primeira quinzena de março, subiram 7,6% perante 2009 e 11,6% frente à primeira metade de fevereiro de 2010.

(Valor)

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