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Queda de 0,9% na venda de casas usadas não era prevista pelos analistas e economistas

As vendas de casas usadas nos Estados Unidos caíram inesperadamente em fevereiro e a oferta de propriedades no mercado subiu, destacando os muitos obstáculos para a recuperação do mercado imobiliário.

A Associação Nacional de Corretores de Imóveis informou que as vendas de casas usadas caiu 0,9%, para uma taxa anual de 4,59 milhões de unidades no mês passado.

No entanto, o ritmo de vendas de janeiro foi revisado para 4,63 milhões de unidades, ante as 4,57 milhões previamente informadas. Economistas consultados pela Reuters esperavam que as vendas subissem para 4,62 milhões de unidades no mês passado.

"Isso pode prejudicar modestamente a narrativa que temos visto ao longo das duas últimas semanas de melhora dos dados econômicos dos Estados Unidos", disse o estrategista de câmbio do Tempus Consulting em Washington, John Doyle.

Cerca de 33% dos contratos pendentes foram cancelados, informou a associação. Os investidores compraram 23% das casas no mês passado, com compradores que adquiriram o produto pela primeira vez respondendo por aproximadamente um terço das transações.

As vendas no mês passado foram mistas, com uma diminuição acentuada no nordeste e no oeste do país. As vendas subiram no meio-oeste e no sul. Ainda assim, o relatório deu alguns sinais de cura do mercado imobiliário, com o preço médio subindo 0,3% em relação a um ano atrás, para US$ 156.600.

"Nós não estamos vendo qualquer poder dos preços, o que sugere que ainda é um mercado fraco", disse o estrategista-chefe de macroeconomia do Wells Fargo Advisers em St. Louis, Gary Thayer. "Mas os preços não estão caindo tão nitidamente como aconteceu há alguns anos. Nós estamos vendo alguns sinais de estabilização nos preços."

Dados divulgados na terça-feira mostraram que as licenças para a construção de moradias subiram para perto do maior nível em três anos e meio. No entanto, o mercado imobiliário continua sufocado pelo excesso de oferta de imóveis não vendidos, o que pesa sobre os preços.

O estoque de casas não vendidas no mercado aumentou 4,3% para 2,43 milhões de unidades no mês passado. Segundo o ritmo de vendas de fevereiro, isso representa oferta para 6,4 meses, acima dos 6,0 meses de janeiro. Uma oferta para seis meses é geralmente considerada ideal.

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