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A CSN informou hoje que registrou queda de 9,1% no volume vendido no quarto trimestre do ano passado, em relação ao trimestre imediatamente anterior. O volume vendido atingiu 1,2 milhão de toneladas.

No acumulado de todo o ano passado, a redução foi de 16%, para 4,1 milhões de toneladas. A receita líquida média por tonelada ficou estável no período entre outubro e dezembro, tanto no mercado interno quanto no externo.

No Brasil, as vendas cresceram 14% no último trimestre de 2009 na comparação com o terceiro trimestre, para 1,004 milhão de toneladas, em função do aquecimento da demanda por produtos siderúrgicos pela construção civil e por indústrias do setor automotivo e da linha branca (fogões, geladeiras, lavadoras e tanquinhos). No ano passado, as vendas caíram 22%, para 3,2 milhões de toneladas, em consequência da redução da demanda, principalmente, na primeira metade de 2009.

O preço médio por tonelada no mercado interno foi de R$ 2.030 no quarto trimestre e de R$ 2.087 no ano. Em 2009, houve redução de 5% no preço ante 2008, devido aos descontos concedidos no primeiro semestre, o que foi parcialmente compensado por um melhor mix de produtos vendidos, de acordo com a CSN.

No quarto trimestre de 2009, as exportações tiveram queda de 55% ante o terceiro trimestre, para 196 mil toneladas. Conforme a companhia, isso ocorreu devido à retomada da demanda interna nos últimos meses do ano. No acumulado de 2009, as exportações cresceram 18%, para 867 mil toneladas. A CSN não informou a receita líquida média por tonelada no mercado externo, mas comentou que o indicador refletiu um melhor mix de produtos exportados e a valorização do real no quarto trimestre.

Aço bruto

A produção de aço bruto da CSN cresceu 9% no quarto trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano anterior, para 1,238 milhão de toneladas. Na comparação com o terceiro trimestre, a expansão foi de 5%, o que significa o retorno aos níveis históricos de produção. No ano, houve queda de 12% na produção de aço bruto, para 4,371 milhões de toneladas.

Em laminados, a produção aumentou 22% ante o quarto trimestre de 2008, para 1,192 milhão de toneladas, mas caiu 10% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. No último trimestre do ano, a produção foi direcionada para itens de maior valor, como galvanizados e folhas metálicas. Em 2009, a produção de laminados teve queda de 9%, para 4,109 milhões de toneladas.

Produtos acabados

A CSN registrou vendas recordes de produtos acabados de minério de ferro em 2009, no total de 22,4 milhões de toneladas. O volume supera em 22% o registrado em 2008 e inclui as vendas da CSN e da Namisa, excluindo o consumo próprio. No quarto trimestre, as vendas totais de CSN e Namisa somaram 6 milhões de toneladas e 99% delas foram destinadas ao mercado externo. A Usina Presidente Vargas recebeu 1,8 milhão de toneladas no quarto trimestre e 6,4 milhões de toneladas no ano.

Em relatório, a CSN informou ainda que, enquanto as exportações brasileiras de minério de ferro caíram 5% no ano passado, os embarques do segmento (incluindo Namisa) "atingiram a marca histórica de 21,8 milhões de toneladas". Na comparação com 2008, houve expansão de 48%. No mercado interno, a companhia vendeu 600 mil toneladas de minério de ferro. Em 2009, a Namisa vendeu 15,4 milhões de toneladas de minério de ferro. Desse total, 14,7 milhões de toneladas foram para o mercado externo.

Preços

A CSN informou ainda que pode elevar o preço do aço. O diretor comercial da empresa, Luiz Fernando Martinez, afirmou hoje que pode haver aumento de dois dígitos no preço do aço da companhia no mercado interno. "Isso vai depender da demanda, do crescimento da CSN no mercado e do mix de produtos", disse, em teleconferência com analistas e investidores. "Não vou dizer quanto podemos elevar o preço do aço, mas tudo conspira a favor."

O executivo ressaltou que "a demanda está boa", que há expectativa de queda do nível de importação do insumo em função das altas do preço do aço no mercado internacional e perspectivas de alta de matérias-primas como minério de ferro e carvão.

Segundo Martinez, ainda há um potencial de alta para os preços do mercado internacional nos próximos meses. De acordo com o executivo, considerando o dólar a R$ 1,85, o prêmio do aço vendido pela empresa para a bobina a quente no mercado interno varia de 3% a 5%, o para bobina a frio está em 4% e o para zincados e galvalume vai de 10% a 12%.

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