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Foram comercializados 8.461 imóveis novos em São Paulo, segundo levantamento do Secovi; resultado ainda ficou abaixo de 2008

As vendas de imóveis residencias novos somaram 8.461 unidades entre janeiro e março deste ano, 75% a mais do que no mesmo período do ano passado. O volume de lançamentos cresceu 96%, para 6.193 imóveis. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pelo Sindicato das Empresas de Compra, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Mesmo com o bom desempenho, o setor ainda não retomou o desempenho pré-crise. Em relação a 2008, o volume de vendas caiu 0,2% e, o de lançamentos, 11,8%.

O setor desacelerou em relação ao crescimento registrado no último trimestre de 2009.  As vendas caíram 21% entre janeiro e março deste ano, na comparação com outubro a dezembro do ano passado. O presidente do Secovi, João Crestana, atribui a retração a efeitos sazonais. "Historicamente, o mercado imobiliário lança e vende mais no segundo semestre do ano."

Para o sindicato, o desempenho do setor foi excepcional no primeiro semestre e se deve ao crescimento da economia, da renda da população e do crédito imobiliário. A expectativa é que o próximo trimestre traga números ainda mais expressivos de lançamento e vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo.

Grande São Paulo

O Secovi apresentou pela primeira vez um levantamento sobre o mercado imobiliário do região metropolitana da capital paulista, formada pela capital e outras 38 cidades. No primeiro trimestre, foram vendidas 16.797 unidades na região, metade no município de São Paulo.

"No ano 2000, apenas 20% dos imóveis vendidos na Grande São Paulo eram fora da capital paulista. Agora, mais pessoas estão procurando essas cidades para morar", afirma Crestana. Um dos motivos do aquecimento da região é o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, que facilita a aquisição de imóveis para a população de baixa renda.

"Fora da cidade de São Paulo há mais terrenos grandes disponíveis. Os projetos do Minha Casa, Minha Vida precisam destas áreas, porque sua viabilidade econômica depende de escala", diz Crestana.

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