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Receita nominal teve retração de 0,7%, o primeiro resultado negativo desde março de 2010

As vendas do comércio varejista brasileiro apresentaram queda de 0,5% em volume de vendas e de 0,7% em receita nominal no mês de fevereiro em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, para o volume de vendas, este resultado interrompe a sequência de três meses de taxas positivas, e para a receita nominal é o primeiro resultado negativo desde março de 2010.

Vendas no varejo recuaram 0,5% em fevereiro, segundo dados do IBGE
Divulgação
Vendas no varejo recuaram 0,5% em fevereiro, segundo dados do IBGE
Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos da ordem de 9,6% sobre fevereiro do ano anterior, 8,7% no acumulado do bimestre e 6,7% no acumulado dos últimos 12 meses.

Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 13,2%, 12,6% e de 11,4%, respectivamente.

Desempenho por segmento

De acordo com o IBGE, quatro das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos para o volume de vendas com ajuste sazonal em fevereiro. Os principais detaques positivos foram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,1%); combustíveis e lubrificantes (1,9%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%); móveis e eletrodomésticos (1,3%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos ficaram estáveis. O segmento de material de construção também ficou estável. Registraram retração no período veículos e motos, partes e peças (-1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,1%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,6%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 11,8% no volume de vendas em fevereiro sobre igual mês do ano anterior continua a proporcionar a principal contribuição à taxa global do varejo (58%).

Em termos acumulados, a taxa para os primeiros dois meses do ano foi de 10,1% e para os últimos 12 meses, de 5,1%.

Móveis e eletrodomésticos, com variação de 13,3% no volume de vendas em relação a fevereiro do ano passado, registrou o segundo maior impacto (25%). No acumulado do bimestre a taxa foi de 13,2% e nos últimos 12 meses, de 15,5%.

Combustíveis e lubrificantes, com 3,9% de variação do volume de vendas na relação fevereiro12/fevereiro11, respondeu pela sexta maior contribuição à taxa global do varejo. Em termos de desempenho acumulado, as taxas de variação chegaram a 1,5% no ano e 0,7% nos últimos 12 meses.

Varejo ampliado em queda

O comércio varejista ampliado, que inclui, segundo o IBGE, o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), queda tanto para o volume de vendas (-1,1%) quanto para a receita nominal (-1,4%).

Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de 2,5% para o volume de vendas e de 4,8% para a receita nominal. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de 5,4% e 5,5% para o volume e de 7,7% e 8,2% para a receita nominal.

Desempenho regional

De acordo com o IBGE, todos os Estados apresentaram resultados positivos na comparação com fevereiro de 2011 no que tange ao volume de vendas, sendo os principais Roraima (35,9%); Tocantins (19,6%); Mato Grosso do Sul (17,1%); Santa Catarina (16,2); e Paraná (15,9%). Quanto à participação, sobressaíram São Paulo (10,5%); Paraná (15,9%); Minas Gerais (8,5%); Rio Grande do Sul (11,2%) e Santa Catarina (16,2%).

Em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Roraima (21,5%); Tocantins (11,9%); Mato Grosso (11,6%); Piauí (7,9%); Rondônia (6,3%) e Maranhão (6,2%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (4,7%); Paraná (5,3%); Minas Gerais (2,7%); Mato Grosso (11,6%) e Santa Catarina (2,6%).


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