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Cuiabá, 4 - A rede varejista (supermercados e açougues) detém 65% da margem de comercialização da carne bovina, enquanto o atacado (frigoríficos) fica com 5% e os pecuaristas com 30%. Os dados relativos aos últimos cinco anos são de um estudo elaborado pelo Instituto Mato Grossense de Economia Agrícola (Imea), a pedido da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, diz que o objetivo do estudo foi entender por que existe uma grande diferença entre o valor recebido pelo criador na venda do boi ao frigorífico e os preços pagos pelo consumidor na compra da carne.

Segundo ele, os varejistas estão em vantagem por ter informação diária sobre o consumo e poder trabalhar com base na demanda, definindo os preços que serão pagos no atacado. "Do lado oposto fica o produtor, distante do consumidor, assumindo os maiores riscos e pressionado pela oscilação do mercado", diz ele.

O estudo feito pelo Imea mostra que nos últimos cinco anos os preços subiram 18% ao produtor e 20% no atacado, enquanto o varejo acumula uma alta foi de 44%. Na média deste ano, os preços recuaram 10% ao produtor e 2% no atacado, mas o varejo apresenta ganho de 8%.

"Não existe dúvida que o varejo fica com a maior fatia do boi, mesmo permanecendo com o produto por um curto período e se responsabilizando apenas em acondicionar os cortes."

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