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O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a valorização do real foi a principal responsável pela queda de 12,1% no lucro da estatal em 2009 em relação a 2008, que caiu R$ 32,968 bilhões para R$ 28,982 bilhões. O executivo ressaltou que a empresa tem ativos no exterior e, por isso, quando há uma apreciação da moeda brasileira, esse investimento é contabilizado por um valor menor no resultado.

Segundo ele, a queda no preço do petróleo no mercado internacional em 2009 foi compensada pelo aumento de 6% na produção pela estatal do insumo no Brasil. O valor do barril caiu 36% no período, passando de US$ 96 por barril para US$ 62 por barril. "O principal fator que pesou no resultado foi a valorização do real. O lucro operacional foi mantido", destacou.

Investimentos

Almir Barbassa disse que para 2010 estão previstos investimentos de R$ 88,5 bilhões. Na semana passada, a ministra-chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da estatal até hoje, Dilma Rousseff, havia dito que os investimentos da companhia este ano seriam de R$ 85 bilhões. A declaração de Dilma que fez com que a Petrobras divulgasse uma nota desmentindo a ministra na ocasião, alegando que o valor aprovado no Congresso Nacional para 2010, em agosto do ano passado, havia sido de R$ 79,45 bilhões.

"Nós revisamos os números para este ano e este novo valor vai ser encaminhado ao Congresso Nacional em agosto deste ano", disse Barbassa. Indagado se a Petrobras teria antecipado a divulgação de parte de seu plano de investimentos por conta deste mal-entendido com a ministra, ele esquivou-se de responder.

Exploração e produção

O resultado da área de Exploração e Produção da Petrobras aumentou 24% no quarto trimestre de 2009 em relação ao terceiro trimestre, atingindo R$ 6,467 bilhões. De acordo com o balanço financeiro da companhia divulgado hoje, o aumento do lucro líquido reflete o crescimento de 8% no volume de petróleo vendido e transferido pela estatal no intervalo. Além disso, no terceiro trimestre houve um efeito negativo sobre o resultado decorrente do pagamento de R$ 2 bilhões em participação especial que a companhia teve de fazer à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A área de Gás e Energia teve uma queda significativa de 53% no lucro em relação ao terceiro trimestre, para R$ 196 milhões, devido ao aditivo ao contrato de suprimento de gás natural importado da Bolívia, que gerou aumento de R$ 175 milhões nos custos do quarto trimestre.

O segmento de Distribuição, por sua vez, teve queda de 26% no lucro do quarto trimestre, que somou R$ 411 milhões. A área Internacional teve prejuízo de R$ 179 milhões no quarto trimestre de 2009, ante lucro de R$ 254 milhões no terceiro. A redução de resultado decorreu da baixa de poços secos ou sem viabilidade econômica na Líbia, Bolívia, Argentina e Angola, além de aumento nos gastos exploratórios.

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