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SÃO PAULO - A Vale irá aguardar o resultado das negociações com sindicatos e do processo de realocação dos 5,5 mil funcionários que voltam de férias coletivas para definir o número exato de trabalhadores que receberão a proposta de afastamento remunerado anunciada hoje pela companhia. No caso dos sindicatos, a mineradora informou não estar pensando no que irá acontecer caso a proposta seja recusada. Segundo o diretor global de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional da companhia, Marco Dalpozzo, a expectativa é de que um acordo possa ser fechado nos próximos dias.

Com relação aos funcionários que voltam de férias coletivas, será feito um processo de realocação deste pessoal em outras áreas da empresa, como a de manutenção. O resultado deste processo também ajudará a mineradora a decidir o número de trabalhadores que entrarão em licença remunerada.

Uma vez aceita pelos sindicatos, a proposta será apresentada aos funcionários das unidades da Vale em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Os que não aceitarem o afastamento "serão demitidos com todos os direitos previstos em lei", segundo Dalpozzo. O executivo não descartou ainda a possibilidade de que a oferta de licença remunerada seja estendida a unidades da empresa em outros estados brasileiros.

Anunciada com o objetivo de garantir os empregos, a proposta prevê licença remunerada até 31 de maio deste ano. Neste período, os funcionários receberiam 50% do salário base, garantido o piso de R$ 856,00. Também serão garantidos aos trabalhadores afastados a manutenção de benefícios como assistência médica, previdência complementar, cartão-alimentação no valor de R$ 220,00 mensais, reembolso creche, reembolso escola e material escolar e seguro de vida, entre outros.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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