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Em comunicado conjunto, países afirmam que experiência de Carsten faz dele o melhor candidato ao cargo

Agustín Carstens em encontro com Mantega
AE
Agustín Carstens em encontro com Mantega
O Canadá disse na sexta-feira que apoia o mexicano Agustín Carstens para o posto de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e que mérito, e não nacionalidade, deveria ser o critério de seleção do substituto de Dominique Strauss-Khan.

Em comunicado conjunto com a Austrália, o Governo canadense disse que "a experiência anterior de Agustín Carstens no FMI, junto com seu passado como ministro das Finanças do México e seu atual posto como governador do Banco do México, o dotam muito bem para compreender e responder" aos problemas da economia mundial.

"Por isso, após considerar os candidatos e o critério de seleção do FMI, decidimos apoiá-lo para a posição de diretor-gerente do FMI", acrescentou o comunicado.

Em 7 de junho, Carstens viajou a Ottawa para se reunir com autoridades canadenses e pedir apoio para sua candidatura à direção do FMI. A instituição internacional elegerá em 30 de junho o substituto de Dominique Strauss-Khan, que se viu forçado a deixar a direção do FMI após ser detido em Nova York (EUA) acusado de assediar sexualmente a camareira de um hotel.

Além de Carstens, a ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, é candidata ao posto.

Tradicionalmente o FMI é dirigido por europeus. Carstens, porém, afirmou que a nacionalidade dos candidatos não deveria ser um fator de peso na escolha. Precisamente, Canadá e Austrália manifestaram em seu comunicado que "é importante que o novo diretor-gerente do FMI seja selecionado em processo aberto e transparente com o candidato eleito por seus méritos, e não por sua nacionalidade".

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