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Os produtores de açúcar e álcool se reúnem hoje, em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, para discutir um programa de bioeletricidade a partir do bagaço de cana. Os usineiros querem resolver algumas questões que ainda travam os investimentos.

Os produtores de açúcar e álcool se reúnem hoje, em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, para discutir um programa de bioeletricidade a partir do bagaço de cana. Os usineiros querem resolver algumas questões que ainda travam os investimentos. Uma delas é a criação de uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para expandir a produção de eletricidade nas usinas. Outra pendência é a questão da conexão dessa energia com a rede básica de transmissão. Como são muito espalhadas e estão distantes, as usinas precisam de unidades coletoras que joguem a energia no sistema nacional, afirma o pr0fessor do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde Castro, que tem acompanhado de perto o potencial dessa área na produção de energia elétrica. De acordo com estudos, o setor sucroalcooleiro poderá ter uma Hidrelétrica de Itaipu (14 mil megawatt) em capacidade instalada até 2020. Hoje, das 430 usinas existentes, só 88 vendem energia. Esse número poderá subir já no mês que vem, com o leilão de energia de reserva, que contemplará apenas fontes renováveis, como eólicas, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH).

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