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A Usiminas inicia hoje negociações com o setor industrial para o repasse do aumento do aço, impactado pelo reajuste de 80% a 100% no minério de ferro. No caso da indústria automobilística, que compra da empresa 51% de todo o aço usado na produção de veículos, os novos preços devem entrar em vigor em maio.

A Usiminas inicia hoje negociações com o setor industrial para o repasse do aumento do aço, impactado pelo reajuste de 80% a 100% no minério de ferro. No caso da indústria automobilística, que compra da empresa 51% de todo o aço usado na produção de veículos, os novos preços devem entrar em vigor em maio. Nenhuma das partes fala em porcentuais, mas cálculos do diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octávio de Barros, projetam que o custo dos automóveis vai ficar quase 8% mais caro, incluindo outros repasses que vão ocorrer no setor a partir desse segundo trimestre. Além do reajuste do minério de ferro, as usinas também já foram comunicadas pelos fornecedores de que o preço do carvão, outro insumo das siderúrgicas, vai subir 70% em 1º de julho. “Não temos como absorver ou compensar esses aumentos e teremos de repassá-los aos nossos clientes”, disse ontem o vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sérgio Leite de Andrade. Segundo ele, o porcentual de aumento será negociado com cada cliente. “Para nós, o aumento é comunicado, não é negociado”. Com a indústria de autopeças, as siderúrgicas negociam aumentos médios de 12%. Pequenas empresas que compram o produto de distribuidoras já estão arcando com o reajuste desde o início do mês, informou o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori. De acordo com Barros, o aumento do minério de ferro representará, dentro desse grupo na classificação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), um impacto de 70% no índice, depois de ter registrado queda de 35% no ano passado. Para as siderúrgicas, calcula ele, o repasse ficará entre 22% e 23%. “Já para os automóveis, a rubrica no cálculo do IGP-M será de 7,8%”, afirmou o economista. Andrade lembrou que o último reajuste do preço do aço ocorreu em agosto de 2008, entre 10% a 12%. “Já em 2009 demos vários descontos, de 15% a 25%”, ressaltou o executivo. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>
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