Tamanho do texto

O vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sérgio Leite de Andrade, afirmou hoje que a companhia fará novo aumento de preços internos de laminados a quente no terceiro trimestre, após as esperadas altas para o carvão. Os reajustes devem ser da ordem de 10% a 15%.

O vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sérgio Leite de Andrade, afirmou hoje que a companhia fará novo aumento de preços internos de laminados a quente no terceiro trimestre, após as esperadas altas para o carvão. Os reajustes devem ser da ordem de 10% a 15%. Se houver espaço, os aumentos poderão ser realizados em patamares maiores, chegando de 20% a 30%. Em 11 de abril, a siderúrgica aumentou de 11% a 15% os preços para distribuidores. Segundo Andrade, o prêmio entre o aço laminado vendido internamente e o do mercado internacional está "praticamente zero". Os preços internacionais do aço estão estáveis no momento, mas tendem a subir nas próximas semanas, de acordo com o executivo. A Usiminas está estudando um processo automático de reajuste de preços do aço para acompanhar os preços do minério. "Em função do novo modelo de cálculo para os preços de minério, a sistemática de relacionamento com clientes também muda, e o assunto preço passa a ser também uma discussão trimestral", disse o vice-presidente de Negócios da companhia. Em relação às chapas grossas, a Usiminas fez aumento de 3% nos preços em abril. Conforme o executivo, a expectativa é de recuperação de preços do segmento no segundo semestre. Oferta de ações O diretor-presidente da Usiminas, Wilson Brumer, afirmou hoje que uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa, decorrente da cisão de ativos de mineração, implicaria em "um desconto razoável" da parcela a ser negociada se fosse feito neste momento. "É necessário, primeiramente, resolver fragilidades, principalmente na área de logística, que também fará parte da nova empresa", disse Brumer. Mais cedo, ele informou que a companhia está discutindo a entrada de um possível parceiro estratégico na empresa de mineração e que fazer apenas o IPO dessa companhia seria "precipitado, em função das experiências recentes do mercado". Segundo Brumer, o parceiro irá contribuir não apenas com recursos, mas também na parte comercial da empresa resultante da cisão. Sem revelar detalhes sobre o potencial sócio, o executivo limitou-se a dizer que não se trata de um minerador.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.