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Bloco realiza hoje sua 41ª cúpula presidencial em Assunção, no Paraguai; ausência da argentina Cristina Kirchner é alvo de crítica

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Com a criticada ausência da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, o Mercosul realiza hoje sua 41.ª cúpula presidencial, em Assunção . A presidente do Brasil, Dilma Rousseff , desembarcou ontem à noite na capital paraguaia, ressaltando a importância do Mercosul. O presidente do Uruguai, José Mujica vai receber de seu colega paraguaio, Fernando Lugo, a presidência pro tempore do bloco regional, com várias pendências que vão merecer maior dedicação política e técnica. Uma delas é o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum, previsto para entrar em vigor em janeiro de 2012. 

Mas o maior desafio de Mujica será reaproximar os presidentes do Mercosul. Embora o médico do gabinete presidencial argentino tenha justificado que Cristina não podia viajar por causa do golpe que levou na testa na semana passada, a ausência dela foi muito mal recebida pelos governos paraguaio e uruguaio. Lugo tinha expectativa de uma reunião com a colega para poder fechar o acordo de venda de energia elétrica para o Uruguai, que sofre de escassez energética em consequência, entre outras coisas, do corte no fornecimento do gás argentino. Mujica e Lugo precisam do aval de Cristina para usar a linha de transmissão de eletricidade argentina que une os dois países. 

A cúpula presidencial, que começa às 12 horas (de Brasília), será concluída com uma declaração assinada pelos presidentes em que se destacam decisões como a criação de grupos para aprofundar a coordenação macroeconômica e liberdade para o trânsito entre países do Mercosul. 

Será a estreia da presidente Dilma no Mercosul e, segundo a diplomacia brasileira, seu discurso será de valorização da integração regional. A presidente vai oferecer ajuda para que os demais países aproveitem o crescimento do Brasil e também desenvolvam suas indústrias. 

O Mercosul completa 20 anos com o temor de perder espaço para outras economias e ser invadido pelo escoamento da produção de países desenvolvidos que não têm para quem vender em meio à crise nas economias centrais.

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