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SÃO PAULO - A UAL, controladora da United Airlines, anunciou hoje ter fechado o segundo trimestre com um prejuízo líquido de US$ 2,69 bilhões, contra lucro líquido de US$ 537 milhões em igual período de 2007. Segundo a companhia, o resultado é reflexo direto do forte aumento, de US$ 773 milhões, nos gastos com combustíveis. No total, a UAL apresentou despesas de US$ 1,84 bilhão com combustíveis no segundo trimestre. Como resultado, a empresa irá elevar o número de demissões e acelerar o processo de redução de capacidade.

A UAL afirma que, excluindo uma baixa contábil de US$ 2,3 bilhões, mais outros impactos contábeis não-recorrentes, o prejuízo líquido entre abril e junho foi de US$ 151 milhões.

No total, o faturamento do grupo aumentou 3% entre os segundos trimestres de 2007 e 2008, atingindo a marca de US$ 5,37 bilhões. As despesas operacionais, porém, tiveram alta de 72,5%, passando a US$ 8,06 bilhões.

"Nossa indústria está sendo ameaçada como nunca pelo incrível preço do petróleo, e a United está adotando ações agressivas para contrapor os custos sem precedentes com combustíveis e para fortalecer a competitividade de nosso negócio", disse o presidente, presidente do conselho e executivo-chefe da empresa, Glenn Tilton.

Além do resultado, a United anunciou ainda que vai reduzir ainda mais sua capacidade total, como também aposentar toda sua frota de aviões Boeing 737, além de seis aeronaves Boeing 747. No total, a companhia vai retirar de operação 100 aparelhos e reduzir sua oferta doméstica em 16,5% no quarto trimestre, contra os 15,5% de corte anunciados anteriormente.

"A eliminação de toda nossa frota de 737 e nossa aliança com a Continental são exemplos da abordagem diferenciada que estamos adotando para responder às condições de mercado radicalmente modificadas e entregar melhores resultados a nossos acionistas", acrescentou Tilton.

A empresa também afirmou hoje que irá cortar mais de 7 mil funcionários até o final de 2009. Anteriormente, a UAL havia dito que precisaria eliminar cerca de 3,8 mil posições de trabalho para enfrentar o aumento nos custos e a desaceleração econômica.

"Continuamos a tomar medidas difíceis, mas necessárias, em toda a companhia para diminuir nossos custos, incluindo reduzir nossa força de trabalho em mais de 7 mil pessoas", disse o vice-presidente e executivo-chefe de Finanças da United, Jake Brace. "Estamos mantendo nossas metas de custo para o ano mesmo com as dramáticas reduções de capacidade, e estamos melhorando nossa liquidez, assegurando que a United esteja bem posicionada para atravessar o ambiente atual", acrescentou.

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