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Bruxelas, 25 out (EFE).- O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, pediram nesta segunda-feira que os líderes do Grupo dos Vinte (formado pelos países ricos e os principais emergentes) deem um novo impulso à Rodada de Doha na reunião em Seul.

Bruxelas, 25 out (EFE).- O presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, e o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, pediram nesta segunda-feira que os líderes do Grupo dos Vinte (formado pelos países ricos e os principais emergentes) deem um novo impulso à Rodada de Doha na reunião em Seul. Lamy e Barroso se reuniram com os comissários europeus para assuntos internos, Michel Barnier, e de Comércio, Karel De Gucht, em Bruxelas. "As duas partes esperam que se dê um novo impulso à Doha na cúpula" do G20, que será realizada em 11 e 12 de novembro na capital sul-coreana, disseram à Agência Efe fontes da UE ao término do encontro. Segundo essas mesmas fontes, Gucht ressaltou que um acordo na Rodada de Doha se trata de uma "prioridade" e que, por isso, trabalhará para fechá-lo em 2011. A conclusão da rodada representaria também um importante incentivo para os pactos bilaterais que a comissão negocia atualmente. Entre eles, destaca-se o acordo de associação com os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), cujas negociações foram retomadas no meio do ano após permanecer suspensas desde 2004, fundamentalmente pela falta de avanços nas conversas no seio da OMC. Durante sua breve visita à comissão europeia, Lamy também discutiu com Barroso e os dois comissários sobre o processo de revisão do acordo sobre licitações governamentais (GPA, por sua sigla em inglês). Segundo as fontes da UE, Lamy e Barroso não chegaram a abordar um relatório apresentado hoje pela comissão sobre medidas protecionistas impostas por países desde o início da crise econômica em 2008. Também não falaram sobre a proposta da comissão de suspender unilateralmente os direitos de importação de produtos do Paquistão durante três anos, a fim de que a economia desse país se recupere mais facilmente da devastação causada pelas inundações. EFE rja/abb

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