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Medida de redução em 50% das importações de gás contraria acordos assinados entre os países em 2009

A Rússia já demonstrou estar preocupada com a decisão da Ucrânia de reduzir as importações de gás em 50% neste ano, uma medida que acaba contrariando os acordos assinados entre os dois países em 2009. "A companhia Gazprom se preocupa com essa possibilidade da Ucrânia passar a importar gás russo em quantidades menores que as estipuladas nos contratos", disse o principal responsável do monopólio gás russo, Alexei Miller, ao se reunir com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.

Miller ressaltou que a Ucrânia pretende comprar 27 bilhões de metros cúbicos do hidrocarboneto por ano, a metade dos 52 bilhões que foram estipulados no acordo de 2009, o qual possui uma vigência de 10 anos. No entanto, Kiev insiste em revisar esses contratos por considerá-los prejudiciais para sua economia. O dirigente da Gazprom ainda acrescentou que ainda não há nenhuma nova proposta por parte de Kiev no campo da cooperação energética entre os dois países.

"Não temos nada de novo para considerar", disse Miller ao ser perguntado por Medvedev sobre novidades na área de cooperação energética depois que os líderes dos dois países concordassem em várias ocasiões em buscar novos caminhos para aproximar suas posturas e desenvolverem novos projetos em conjuntos.

O ministro ucraniano de Energia, Yuri Boiko, afirmou nesta quarta-feira que a Ucrânia, que tacha de "abusivo" o preços do gás russo, reduzirá as importações do hidrocarboneto pela metade e passará a importar somente 27 bilhões de metros cúbicos. "Compraremos a quantidade que for necessária para nossa economia", advertiu o ministro ucraniano.

Anteriormente, Miller reiterou que a Ucrânia deve pagar por pelo menos 33 bilhões de metros cúbicos de gás mesmo que não importe esse volume, já que assim estipula os contratos firmados em 2009. A Rússia e a Ucrânia protagonizaram em 2006 e 2009 duas verdadeiras "guerras do gás", as quais chegaram a cortar o fornecimento dos consumidores europeus, um fato que provocou grandes protestos na União Europeia. Pelo sistema de gasodutos ucranianos transita 80% das exportações de gás natural russo com destino à Europa.

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