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Ancara, 1 abr (EFE).- Vários pessoas ficaram feridas hoje após enfrentamentos entre a Polícia e trabalhadores da tabacaria Tekel, que protestam contra reduções salariais e reduções da jornada de trabalho em Ancara.

Ancara, 1 abr (EFE).- Vários pessoas ficaram feridas hoje após enfrentamentos entre a Polícia e trabalhadores da tabacaria Tekel, que protestam contra reduções salariais e reduções da jornada de trabalho em Ancara. Segundo informações das redes de televisão turcas, a Polícia usou cassetetes e gás lacrimogêneo para dispersar os milhares de trabalhadores do Monopólio do Tabaco e do Álcool (Tekel) que estavam concentrados em diversos lugares do centro da capital Turca. Ainda não foi possível precisar o número de manifestantes feridos. "A Polícia usou gás lacrimogêneo, jatos de pressão de água e cassetetes para dispersar os trabalhadores que responderam com pedras. Entre seis e sete pessoas ficaram feridas, afetadas pelo gás lacrimogêneo lançado diretamente sobre seus olhos", disse um dos manifestantes que participa do protesto à Agência Efe por telefone. Ainda na madrugada de hoje, as forças de segurança bloquearam as estradas que dão acesso a Ancara para tentar impedir a chegada dos manifestantes que vieram de ônibus de diversas províncias do país. Mas os trabalhadores burlaram os controles ao se dirigir a pé para a cidade e depois tentaram se concentrar em frente à sede da federação de sindicatos Turk-IS. A eles somaram-se grupos de estudantes e membros de diversos sindicatos e associações, assim como de partidos de esquerda, que apóiam as suas reivindicações. Alguns deputados da oposição, que estavam em um grupo de manifestantes que tinha bloqueado o tráfego de uma das principais ruas da cidade, também foram atingido pelo gás lacrimogêneo. Os protestos se dirigem contra o Governo pelas medidas adotadas para reduzir os salários e a jornada depois da privatização da Tekel. Em janeiro mais de 25 mil pessoas - trabalhadores e suas famílias - em 600 ônibus foram a Ancara e acamparam em barracas durante dois meses e meio. Agora, 29 dias depois, milhares deles voltam à capital para uma ação de 24 horas. Os trabalhadores pretendiam se reunir em frente à federação dos sindicatos, mas a Polícia não permitiu e fez com que os protestos ficassem distribuídos pela cidade. O líder dos trabalhadores da Tekel, Mustafa Turkel, afirmou que o protesto de hoje é uma ação de um só dia e que ninguém pode impedir que os manifestantes cheguem à sede da Turk-IS. "A tensão aumenta. Está acontecendo algo único na história do mundo. Trabalhadores são proibidos de ir a sua federação, mas está claro o que faremos: iremos lá", disse Turkel. EFE wr/pb
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