Tamanho do texto

Quando o executivo Orlando Famá Júnior assumiu a presidência da Torrent do Brasil, fabricante de remédios similares, em 2005, a operação local era a quinta do grupo indiano, presente em 68 países. Cinco anos depois, só perde para a matriz.

Quando o executivo Orlando Famá Júnior assumiu a presidência da Torrent do Brasil, fabricante de remédios similares, em 2005, a operação local era a quinta do grupo indiano, presente em 68 países. Cinco anos depois, só perde para a matriz. "É importante conhecer a cultura local para traçar as melhores estratégias", diz Famá Júnior. Uma de suas iniciativas foi reforçar a divulgação dos similares no mercado brasileiro. "Só se falava em genéricos por aqui", diz Famá Júnior. Além disso, ele colocou na praça medicamentos com preço 50% menor que o produto de referência (original) e investiu no treinamento do pessoal de vendas. A empresa, focada em remédios para cardiologia, diabetes e sistema nervoso central, cresce, em média, 30% desde que chegou ao Brasil, há oito anos - em 2009, faturou R$ 106 milhões. Segundo Famá Júnior, a Torrent não tem plano de abrir fábricas fora da Índia. " O custo dos salários lá é imbatível", afirma. "O salário de um trabalhador indiano equivale a menos de 10% do de um brasileiro."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.