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SÃO PAULO - Com foco no aumento da capacidade 2G e na ampliação da cobertura 3G, as projeções de investimentos da TIM para 2010 apontam para R$ 2,5 bilhões, o que representará, se confirmado, 25% a mais do que o investido no ano passado. Segundo informou hoje o presidente da TIM, Luca Luciani, está incluída nas estimativas a estrutura da Intelig, adquirida pela empresa em dezembro de 2009."Se não tivéssemos a Intelig, que já tem 14 mil quilômetros de fibra óptica instalados, nosso plano de investimentos seria de R$ 3 bilhões", afirmou o executivo.

SÃO PAULO - Com foco no aumento da capacidade 2G e na ampliação da cobertura 3G, as projeções de investimentos da TIM para 2010 apontam para R$ 2,5 bilhões, o que representará, se confirmado, 25% a mais do que o investido no ano passado. Segundo informou hoje o presidente da TIM, Luca Luciani, está incluída nas estimativas a estrutura da Intelig, adquirida pela empresa em dezembro de 2009."Se não tivéssemos a Intelig, que já tem 14 mil quilômetros de fibra óptica instalados, nosso plano de investimentos seria de R$ 3 bilhões", afirmou o executivo. No primeiro trimestre deste ano, a companhia apresentou investimentos de R$ 575 milhões, o que representa o triplo do desembolsado nos três primeiros meses do ano passado, quando a TIM investiu R$ 194 milhões. Os recursos foram destinados principalmente para a aceleração da integração da Intelig e da rede 3G. Luciani afirma que a reorganização da empresa está sendo trabalhada e que o foco neste momento é o fortalecimento da presença da marca, com a Intelig. Os reais benefícios da aquisição, no entanto, só começarão a ser sentidos a partir do segundo semestre."Estimamos que a Intelig chegue no quarto trimestre com um crescimento de cerca de 40% na receita", disse o executivo. O foco dos investimentos na rede 3G, por sua vez, foi evidenciado no aumento do número de antenas instaladas pela empresa, que passou de 193 para 1,2 mil no primeiro trimestre."Estamos avançando muito rapidamente na cobertura 3G", afirmou Luciani, enfatizando que a empresa priorizou as grandes cidades no início do projeto, mas que aos poucos vai se direcionando ao interior do país. Os resultados da TIM revelaram que a base total de clientes da empresa cresceu 17,3%, para 42,4 milhões linhas nos três primeiros meses do ano, o que fez com que a companhia registrasse uma participação no mercado de 23,6%, a terceira posição do ranking de operadoras móveis no Brasil. Com serviços, a receita líquida da TIM expandiu-se 5,4%, para R$ 3,145 bilhões. Quando se analisa pela comercialização de dados, no entanto, a TIM apresentou receita estável. Isto está de acordo com o foco da estratégia da empresa em voz, segmento no qual a receita da empresa (em voz sainte, ou seja, clientes gerando ligações) apresentou crescimento de 12% no período. Em teleconferência com analistas para divulgação de resultados, o executivo destacou ainda a melhora na geração de fluxo de caixa da companhia na passagem do ano, que ampliou seu caixa em R$ 535 milhões no primeiro trimestre, registrando deste modo, um fluxo de caixa operacional livre de R$ 716 milhões negativos. Ao mesmo tempo, a dívida apresentou declínio de R$ 460 milhões, o que resulta em uma dívida líquida de R$ 2,557 bilhões. (Vanessa Dezem | Valor)

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