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O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, informou hoje que o volume de títulos vendido em agosto está abaixo da média dos últimos meses

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O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, informou hoje que o volume de títulos vendido em agosto está abaixo da média dos últimos meses. Segundo ele, em função da grande volatilidade nos mercados, nas segunda e terceira semanas deste mês o Tesouro optou por não vender integralmente os lotes de papéis ofertados.

De acordo com Garrido, apesar de ter havido redução das taxas de remuneração dos papéis, houve uma dispersão maior desses juros pedidos pelas instituições financeiras. Por isso, o Tesouro decidiu ser conservador para evitar adicionar mais volatilidade aos mercados. "O Tesouro optou, dada a dispersão das taxas, por não vender o lote integral que foi ofertado nas duas últimas semanas", disse, em entrevista coletiva, para comentar o resultado da Dívida Pública Federal, em julho.

Ele informou, por exemplo, que a taxa da Letra do Tesouro Nacional (LTN) com vencimento em janeiro 2014 foi de 12,91% no leilão de 28 de julho e caiu para 11,59% na oferta de 18 de agosto. "Apesar da taxa nominal estar mais baixa em agosto, há uma maior dispersão das taxas solicitadas pelas instituições financeiras", destacou.

Além disso, ele explicou que na primeira semana de agosto houve uma queda no número de participantes dos leilões do Tesouro, em função do período de renovação do sistema de dealers. Segundo ele, esses operadores preferiram esperar o dia 10 de agosto, quando os leilões passaram a contar pontos, para voltarem a participar dos leilões.

Fundamentos sólidos

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro informou que os investidores continuam acreditando que os fundamentos econômicos no Brasil são sólidos. Segundo ele, a volatilidade nos mercados é reflexo da situação econômica na Europa e nos Estados Unidos.

Garrido disse que a dispersão de taxas observada nos últimos leilões do Tesouro não tem ocorrido no mercado secundário de títulos. Segundo ele, às vezes, o prêmio aumenta em um dia, mas recua no seguinte. "São movimentos normais de mercado", disse.

Garrido informou também que o Tesouro tem observado uma demanda forte por papéis prefixados. Segundo ele, esse movimento é normal em momentos de turbulência no mercado. "Em momentos de volatilidade, é um movimento normal a busca por prefixados. Esse aumento da demanda corrobora com essa tese", disse.

Durante a entrevista de divulgação do relatório da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), Garrido disse que o Tesouro evitou pagar prêmios maiores nos leilões de títulos das últimas semanas. Em função da dispersão de taxas, o Tesouro não vendeu todo o lote ofertado nos leilões da dívida.

Ele disse ainda que o Tesouro tem um colchão de liquidez para pagamentos da dívida correspondente a vencimentos durante seis meses, o que dá conforto para o governo na administração da dívida.

Emissões

Indagado sobre a possibilidade de uma nova emissão externa, Garrido disse que o Tesouro está sempre analisando o quadro internacional e eventualmente pode voltar a vender papéis fora do País. Mas ele destacou que não há nenhuma decisão tomada sobre isso.

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