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BRASÍLIA - O Tesouro Nacional conseguiu hoje captar US$ 1 bilhão por meio de emissão de títulos denominados em dólares com vencimento em 2019. A operação foi anunciada na manhã desta terça-feira e contou com a coordenação do Goldman Sachs e do Merrill Lynch.

O governo propôs um cupom de juros de 5,875%. Mas como os papéis foram vendidos a 98,135% do valor de face, o retorno final para o investidor ficou em 6,127% ao ano, um spread de 370 pontos base sobre a remuneração dos títulos do Tesouro norte-americano com vencimento em 2018.

Os papéis foram emitidos nos mercados norte-americano e europeu, sendo que a captação será estendida para amanhã, dia 7, a fim de atender os clientes da Ásia. Neste caso, o governo informou que serão vendidos até US$ 25 milhões nas mesmas condições.

A liquidação financeira da operação ocorrerá no dia 13 de janeiro e os cupons serão pagos nos dias 15 de janeiro e 15 de julho de cada ano, até o vencimento em 15 de janeiro de 2019.

Esta é a primeira emissão externa feita pelo governo desde o agravamento na crise internacional. Na verdade, a última captação feita pelo Tesouro brasileiro no exterior tinha ocorrido em maio do ano passado, pouco após a obtenção do grau de investimento pelo país. Na ocasião, a captação foi de US$ 525 milhões, com papéis que venciam em 2017, com juros de 5,299% e spread de 140 pontos.

No final do ano passado, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já havia sinalizado que o Brasil voltaria em breve a emitir dívida no mercado internacional. O comentário de Augustin foi feito no dia 23 de dezembro, em resposta a uma pergunta sobre uma emissão bem-sucedida de US$ 2 bilhões que tinha sido feita pelo México uma semana antes. Os títulos mexicanos saíram com juros de 6% e spread de 390 pontos base sobre os papéis norte-americanos.

(Valor Online)

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