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O departamento do Tesouro americano divulgou nesta quarta-feira detalhes sobre as condições de ajuda que oferecerá aos proprietários de imóveis em dificuldades, medida que faz parte do pacote de 75 bilhões de dólares anunciado pelo presidente Barack Obama em fevereiro.

"A crise atual é real, mas provisória. Como o preço dos imóveis caiu, a demanda no setor imobiliário vai aumentar", afirmou o departamento do Tesouro.

O plano, que tem como objetivo impedir o despejo de aproximadamente 9 milhões de famílias americanas, tem três pontos principais.

O primeiro é um compromisso do departamento do Tesoro (com 15 bilhões de dólares) e dos organismos de refinanciamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac (com 60 bilhões) de ajudar os mutuários a reduzir suas prestações mensais.

O texto indica a existência de 3 a 4 milhões de famílias "em situação de risco" e superendividadas, cujas dívidas contraídas com a compra da casa, do carro, e com o pagamento de cartões de crédito chega a ultrapassar 40% ou 50% da renda.

A maior parte dos 75 bilhões de dólares será usada para negociar com os mutuários uma redução de suas dívidas e pagamentos para 38% da renda familiar, em um primeiro momento; numa segunda etapa, a meta é baixar os gastos para 31% do orçamento.

O segundo ponto fala em "dar uma oportunidade para entre 4 e 5 milhões de proprietários responsáveis, que pediram empréstimos congelados ou garantidos por Freddie Mac e Fannie Mae para refinanciar sua dívida através destas instituições".

O último ponto é um compromisso do departamento do Tesouro a "apoiar as taxas hipotecárias baixas, reforçando a confiança em Fannie Mae e Freddie Mac".

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