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O terremoto no Chile, ocorrido no último sábado, afetou o chamado cinturão de produção de celulose situado na região de Concepción, sul do país, criando paralisação das principais fábricas e incertezas sobre a retomada da normalidade.

A CMPC, uma das maiores empresas de celulose do Chile, disse que por motivo de "força maior" interromperá, desde esta segunda-feira, sua produção de matéria-prima para a produção de papel, segundo comunicado assinado pelo diretor-geral, Sergio Colvin, o qual o iG teve acesso.

A paralisação deverá acontecer por inicialmente 30 dias. Mas poderá ser estendida por um período maior caso a infraestrutura logística de abastecimento de madeira e escoamento da celulose via portos, rodovias e viadutos não for recuperada antes disso."Nos próximos dias, esperamos ter uma ideia mais detalhada sobre a real dimensão da situação para recomeçar nossa produção", diz o comunicado da CMPC.

A região de Concepción concentra oito fábricas de celulose da CMPC e da Arauco que estão situadas num raio de cerca de 400 quilômetros do epicentro do terremoto. Essas fábricas são responsáveis pela produção de 2,7 milhões de toneladas de pasta extraída de pínus e 1,8 milhão de toneladas de eucalipto.

"Mais de 8% da capacidade de produção global de celulose de mercado poderá ser impactada", alertam os analistas do Credit Suisse, em nota distribuída aos clientes. Segundo a instituição, os estoques de celulose nas mãos dos produtores estão três dias abaixo do nível considerado normal (30 dias).

Para especialistas, o preço da celulose no mercado internacional poderá voltar a subir nos próximos meses. "Aparentemente vai faltar produto na China, onde a demanda está muito aquecida e que é o principal mercado dos chilenos", diz uma fonte que acompanha o setor. Essa quebra na oferta deve beneficiar os produtores brasileiros como a Suzano e a Fibria.

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