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Madri, 4 mai (EFE).- A Bolsa espanhola liderou, com a segunda maior queda do ano, as fortes baixas registrados hoje nos mercados europeus que sofrem com os ataques especulativos motivados pelo temor de um efeito em cadeia que a crise financeira da Grécia poderia provocar.

Madri, 4 mai (EFE).- A Bolsa espanhola liderou, com a segunda maior queda do ano, as fortes baixas registrados hoje nos mercados europeus que sofrem com os ataques especulativos motivados pelo temor de um efeito em cadeia que a crise financeira da Grécia poderia provocar. A queda de 5,41% do Ibex, o índice de referência no mercado espanhol, levou à Bolsa a fechar com 9.859,10 pontos, o menor número do ano. A Bolsa de Madri liderou as perdas que afetaram também o resto das bolsas europeias, entre elas Milão, que sofreu a maior queda do ano, 4,7%, seguida de Paris, que caiu 3,64% , Frankfurt, que baixou 2,6% e Londres, 2,56%. Atrás destas baixas está a desconfiança em torno das finanças de Madri e de outros países europeus, temor que propagou hoje um rumor sobre os eventuais preparativos de um resgate financeiro da Espanha. O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, veio a público desmentir os boatos e o próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) negou que a Espanha tivesse requerido assistência deste organismo. "Não há nenhuma verdade nesses rumores", disse o porta-voz da entidade internacional, Bill Murray. Enquanto em Madri a Bolsa desabava, Zapatero se reunia em Bruxelas com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão da UE, José Manuel Durão Barroso, em uma visita programa à Organização do Tratado do Atlântico Norte e às instituições europeias. Depois Zapateiro veio a público reconhecer que ficou sabendo do rumor de que a Espanha poderia necessitar de até 280 bilhões de euros e se comprometeu a "combater" este tipo de informação, que qualificou como "um despropósito descomunal". Zapatero afirmou que está tranquilo e tem confiança na "fortaleza e a solvência das contas publicas" espanholas e em sua capacidade de recuperação econômica. E lembrou que, apesar das insinuações, o setor financeiro espanhol é "um dos que melhor resistiu" a crise. O chefe do Executivo espanhol estendeu a Portugal a confiança que tem na Espanha e insistiu que "qualquer outra especulação sobre a zona do euro é absolutamente infundada e irresponsável". Sobre a situação grega, país que os demais membros da zona do Euro e do FMI se comprometeram a ajudar financeira com 110 bilhões de euros, dos quais 80 bilhões corresponderão a outros países europeus da moeda única, Zapatero disse que "tem o que necessita para que aqueles que têm compromissos com a Grécia possam estar tranquilos". Os chefes de estado e do Governo dos 16 países do Euro analisarão a situação na próxima sexta-feira em uma cúpula extraordinária, centrada na situação financeira, em Bruxelas. EFE eco-nl/pb

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