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Leve alta foi puxada pelos negócios com empresas, para quem o custo cresceu 0,6 ponto percentual e situou-se em 31,4% ao ano

A taxa média de juros das operações referenciais de crédito do sistema financeiro subiu de 39,5% em junho para 39,7% em julho, segundo dados do Banco Central. A elevação foi puxada pelos negócios com empresas, para quem o custo cresceu 0,6 ponto percentual e situou-se em 31,4% ao ano.

Para as famílias, a média recuou 0,4 ponto percentual, a 45,7% ao ano. O volume financeiro dos contratos com pagamentos em atraso há mais de 90 dias, critério usado pelo BC para medir inadimplência, saiu de 5,1% em junho para 5,2% do total de operações referenciais.

Essas operações, cujo saldo chegou ao fim de julho em R$ 978,5 bilhões, representam cerca de metade do total emprestado pelo sistema financeiro e quase a totalidade das aplicações com recursos livres dos bancos (sem destinação obrigatória).

No segmento de pessoas físicas, a inadimplência subiu 0,2 ponto percentual, fechando julho em 6,6% . Nos empréstimos e financiamentos referenciais a empresas, esse indicador de risco de calote ficou estável em 3,8% pelo segundo mês consecutivo.

O spread médio aumentou 0,1 ponto percentual, para 27,4 pontos percentuais nos dois segmentos somados. Nas operações com pessoas físicas, a diferença entre as taxas de captação e de aplicação, porém, caiu 0,5 ponto, para 33,1 pontos percentuais em julho. Para as empresas, houve aumento de 0,4 ponto, com spread médio de 19,3 pontos percentuais.

Enquanto a inadimplência é medida sobre o estoque, a taxa de juros e o spread são medidos em relação às concessões do mês.

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