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Representantes dos fabricantes de alimentos especiais estarão hoje em Brasília para discutir a lista de retaliação contra os Estados Unidos com o governo. Eles estão preocupados com o impacto do aumento das tarifas de importação de produtos críticos para pessoas doentes.

"Em último caso, pode até causar um risco para a saúde pública", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais (Abiad), Carlos Eduardo Gouvêa.

A entidade reúne empresas como Nestlé, Abbott e Mead Johnson. Na lista divulgada na segunda-feira, as tarifas de importação para complementos alimentares e outras preparações alimentícias vindos dos EUA podem subir de 16% para 36%. Isso inclui uma ampla gama de produtos.

Três itens específicos preocupam as empresas do setor: a dieta para pacientes que se alimentam por sondas, fórmulas infantis (para bebês cujas mães não conseguem amamentar) e compostos alimentícios especiais para pessoas com doenças raras.

Segundo Gouvea, os EUA são um importante fornecedor e não é fácil substituir por outras origens, já que os produtos são controladas pela Anvisa. "Não estamos falando de picolé ou de milho de pipoca".

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