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O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, informou nesta quarta-feira que o superávit primário do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e empresas estatais) acumulado nos sete primeiros meses de 2008, de R$ 98,225 bilhões, e o saldo positivo nos últimos 12 meses até o mês passado, de R$ 120,254 bilhões, são recordes para os respectivos períodos.

Além disso, Altamir informou que o superávit primário do setor público em julho, de R$ 12,109 bilhões, foi o melhor resultado para o mês na série histórica, iniciada em 1991.

Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário foi equivalente a 4,38% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 4,27% do PIB em 12 meses até junho.

Ele destacou que o resultado de julho teve contribuição de todas as esferas do governo, o que é bastante positivo, e foi responsável por amenizar o impacto com a despesa com juros, fazendo com que a dívida líquida subisse apenas 0,2 ponto porcentual no período.

Altamir disse ainda que o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar estável em 40,6% em agosto.

Resultados

Em julho, o setor público consolidado brasileiro teve um superávit primário de R$ 12,109 bilhões, maior que o esperado pelo mercado. No mesmo período do ano passado, a economia foi de R$ 7,904 bilhões.

Apesar do aumento do superávit, a economia feita pelo governo em julho não foi suficiente para cobrir os vencimentos de juros, de R$ 18,777 bilhões, e o país fechou o mês com déficit nominal de R$ 6,668 bilhões.

O governo tem como meta um superávit primário equivalente a 3,8% do PIB no ano, mas se comprometeu a fazer um esforço adicional equivalente a 0,5 ponto do PIB para alimentar o fundo soberano.

O BC informou ainda que a dívida líquida total do setor público ficou em 40,6% do PIB no mês passado, frente a 40,4% em junho.

(Com informações da Reuters e Agência Estado)

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