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Economia do governo para pagamento de juros fecha o mês em R$ 770,2 milhões

O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou em julho superávit primário de R$ 770,2 milhões. É o pior resultado para o mês em dez anos, pois em julho de 2000 o superávit ficou em R$ 355 milhões. O superávit primário é a economia que o governo faz nas contas públicas para o pagamento de juros. 

Houve uma redução também na meta do segundo quadrimestre (valores referentes ao período de janeiro a agosto). Enquanto em junho o governo havia informado que a meta intermediária era de R$ 40 bilhões, a meta foi reduzida para R$ 30 bilhões. O relatório não traz os motivos da mudança na meta.

O Tesouro contribuiu em julho para o superávit com R$ 3,4 bilhões, a Previdência registrou déficit de R$ 2,6 bilhões e o Banco Central também foi deficitário, em R$ 46,1 milhões.

No acumulado do ano até julho, houve superávit de R$ 25,640 bilhões – resultado superior aos R$ 5,6 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Pelo resultado, observar-se que o governo terá que registrar R$ 4,360 bilhões de superávit em agosto se quiser atingir a meta reduzida de R$ 40 bilhões, anunciada em junho, para os R$ 30 bilhões atualizados agora.

Mesmo com o aumento da arrecadação da Receita Federal, as despesas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e INSS) nos sete primeiros meses deste ano avançaram em um ritmo maior que o das receitas. Enquanto as despesas apresentaram crescimento de 17,8% no período, para R$ 364,281 bilhões, as receitas tiveram uma expansão de 16,4%, para R$ 467,643 bilhões.

Nos sete primeiros meses de 2009, as despesas cresciam 15,9% e as receitas apresentavam uma queda de 1,5%. Os dados do Tesouro mostram que as despesas com pessoal entre janeiro e julho cresceram 8,6%, ante 19,1% no mesmo período do ano passado. Já as despesas com custeio e capital apresentam neste ano um crescimento de 31,4%, ante 17% no ano passado.

Investimentos

O ritmo de crescimento dos investimentos do governo central caiu em julho. Os dados do Tesouro Nacional mostram que os investimentos acumulados de janeiro a julho deste ano somaram R$ 25,1 bilhões, com alta de 67% ante o mesmo período do ano passado. Até junho de 2010, no entanto, os investimentos estavam crescendo 72% em relação a igual período de 2009 e somavam R$ 20,6 bilhões.

Os investimentos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) somam, nos sete primeiros meses de 2010, R$ 10,606 bilhões. O valor equivale a uma alta de 63% em relação a igual período de 2009. Até junho, os investimentos do PAC estavam crescendo a um ritmo de 85%. 

(Com agências)

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