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Saldo positivo em conta foi de US$ 5,075 bilhões, conforme dados divulgados pelo Ministério das Finanças

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O superávit em conta corrente do Japão recuou 69,5% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que indica um forte recuo pelo segundo mês consecutivo, em decorrência do terremoto e do tsunami que atingiram o país em 11 de março. O superávit em conta foi de 405,6 bilhões de ienes (US$ 5,075 bilhões), conforme dados divulgados pelo Ministério das Finanças.

A conta corrente do balanço de pagamentos reúne dados da balança comercial (exportações menos importações), da balança de serviços e das transferências unilaterais. Embora o resultado tenha ficado acima dos 217,1 bilhões de ienes esperados por economistas, este foi o menor superávit para o mês de abril em 26 anos.

A forte queda na comparação anual era esperada por conta das interrupções na produção japonesa, em consequência da catástrofe natural. Os danos às operações de manufatura dos principais fornecedores japoneses resultaram em queda das exportações e, em consequência, em menos ingressos monetários.

No entanto, segundo analistas, com a rápida retomada da cadeia de suprimento, as exportações japonesas devem se recuperar. De acordo com Tatsushi Shikano, economista da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities, os dados de importação devem ter sido inflados pela alta do petróleo. Ele acrescentou que pode levar vários meses para que o superávit em conta corrente retorne aos níveis anteriores ao terremoto. "Em maio e junho, podemos ver alguns sinais de recuperação na conta corrente e pode demorar até julho ou agosto para que os dados recuperem os níveis pré-terremoto", disse.

Os dados de abril mostraram que as exportações caíram 12,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, para 4,877 trilhões de ienes, enquanto as importações aumentaram 12,3%, para 5,294 trilhões de ienes. Numa demonstração de que as contas do país ainda não estão livres dos problemas, dados separados divulgados pelo Ministério das Finanças mostraram que, nos primeiros 20 dias de maio, o déficit comercial saltou 224,3% em relação ao mesmo período de 2010, de 324,87 bilhões de ienes para 1,053 trilhão de ienes. As informações são da Dow Jones.

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