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BRASÍLIA - O superávit de US$ 668 milhões da balança comercial em março foi o pior resultado para o mês desde março de 2002 (US$ 603 milhões). Mas o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, não considerou o resultado desfavorável, porque ocorreram recordes históricos na exportação e na importação apuradas no mês.

BRASÍLIA - O superávit de US$ 668 milhões da balança comercial em março foi o pior resultado para o mês desde março de 2002 (US$ 603 milhões). Mas o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, não considerou o resultado desfavorável, porque ocorreram recordes históricos na exportação e na importação apuradas no mês. As operações de exportação em março somaram US$ 15,727 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 15,059 bilhões. As exportações subiram 27,4% sobre o mesmo mês do ano passado, com destaque para as importações, que aumentaram 43,3% na mesma comparação. O maior aumento foi na compra externa de insumos. A importação de matérias-primas e intermediários subiu 56,4% sobre março de 2009. No grupo de bens de consumo, destaque para automóveis cuja importação, principalmente da Argentina e México, com alta de 66,6% no mesmo intervalo. Barral destaca ainda impactos na importação de operações atípicas, como a compra de vacina contra a gripe A, no valor de US$ 368 milhões ou 2,4% do total do mês. Em vacinas gerais o total ficou em US$ 431 milhões. Nas exportações, alta de 412,1% em óleos brutos de petróleo, celulose (117,3%) e ferro-ligas (65,4%). Além dos valores brutos, também as médias diárias de exportação em US$ 683,8 milhões e de importação, com US$ 654,7 milhões, foram resultados recordes, segundo o Ministério do Desenvolvimento. Em março de 2009, o saldo comercial ficou em US$ 1,756 bilhão. (Azelma Rodrigues | Valor)
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