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Genebra, 22 fev (EFE).- A Confederação Helvética não enviará representantes para participar da sessão do Senado americano sobre o caso UBS, o maior banco da Suíça, asseguraram hoje fontes oficiais.

O porta-voz do Ministério de Economia suíço, Roland Meier, informou à agência suíça "ATS" que o Conselho Federal (Governo) decidiu cancelar sua presença na audição do Senado, por causa das pressões do Executivo americano para obter os nomes de clientes do UBS que teriam cometido crime de sonegação fiscal.

"O Governo suíço lamenta que o Departamento de Justiça americano tenha ameaçado tomar medidas unilaterais contra o UBS, apesar da colaboração do banco e das autoridades suíças com as autoridades americanas", afirmou Meier.

Na última quarta-feira, a Autoridade de Supervisão dos Mercados Financeiros da Suíça (Finma) autorizou o UBS -com o aval do Governo- a entregar imediatamente ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos os nomes de 300 clientes americanos aos quais a entidade teria ajudado a sonegar o Fisco de seu país.

A decisão, que representa uma "exceção" à legislação que rege o sigilo bancário na Suíça, causou polêmica na sociedade suíça, e particularmente entre a classe judicial e política.

O presidente da Suíça, Hans-Rudolf Merz, destacou que a decisão de entregar os dados foi tomada porque os Estados Unidos ameaçaram retirar a autorização para o UBS trabalhar no país, o que afundaria o banco em uma crise de consequências negativas não só para a firma, mas também para a Suíça.

A reunião da subcomissão do Senado americano estava prevista para na próxima terça-feira, mas foi adiada até 4 de março. EFE mh/db

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