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Ex-chefe do FMI sera vizinho de outras pessoas que tambem est?o em pris?o domiciliar; ele responde a acusac?es de abuso sexual

Strauss-Kahn, em audiencia na Corte de Nova York
Reuters
Strauss-Kahn, em audiencia na Corte de Nova York
Washington, 21 mai (EFE).- O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn passou neste sábado sua primeira noite fora da prisão confinado em um edifício de Manhattan, onde conheceu outros moradores na mesma situação. Strauss-Kahn, acusado de abuso sexual e tentativa de estupro por uma camareira de 32 anos, deixou na sexta-feira a prisão nova-iorquina de Rikers Island após pagar US$ 1 milhão e de um bônus de garantia de US$ 5 milhões.

O juiz aceitou estes termos, mas Strauss-Kahn terá que permanecer em uma prisão domiciliar de alta segurança. Sua mulher, a jornalista Anne Sinclair, que já está em Nova York, tentou alugar nesta semana um apartamento em um edifício luxuoso de Manhattan.

Finalmente, as autoridades penitenciárias decidiram transferir o réu a um edifício situado perto do marco zero e propriedade da empresa de segurança Stroz Friedberg, à qual o juiz Michael Obus confiou sua custódia e vigilância permanente e armada.

Este edifício de 20 andares conta com câmeras de vigilância, apesar de o economista francês ser controlado o tempo todo por um segurança e por um bracelete eletrônico. Ele só poderá abandonar o complexo para se reunir com seus advogados, para comparecer a entrevistas judiciais ou consultas médicas e a serviços religiosos.

Desde que chegou ao local, Strauss Kahn teve a oportunidade de conhecer alguns dos moradores que também se encontram em prisão domiciliar.

O jornal "The New York Post" entrevistou neste sábado Andrew Auernheimer, um hacker acusado de cometer um ataque contra a companhia telefônica AT&T e que encontrou o ex-diretor-gerente do FMI no edifício.

"Vi quando chegava pelo corredor, com todos os agentes de segurança", disse Auernheimer. "É um tipo agradável", completou o hacker, de 26 anos, para quem o francês "foi erroneamente julgado pela opinião pública".