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Le Monde" publicou documentos judiciais no qual o ex-FMI foi indiciado por "proxenetismo agravado por formação de quadrilha

O ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, apresentará uma denúncia por "violação manifesta de seus direitos", depois que o jornal "Le Monde" revelou nesta quarta-feira parte do processo em que foi indiciado por "proxenetismo agravado por formação de quadrilha".

"O 'Le Monde' não duvidou, de maneira truncada e parcial, em publicar extratos recolhidos das audições de Strauss-Kahn, sobre os quais nos podemos perguntar como o receberam de maneira tão oportuna", indicam em comunicado os três advogados do ex-político socialista francês.

A nota, publicada nos meios de comunicação franceses, aponta que Strauss-Kahn "por ocasião desta violação manifesta de seus direitos", apresentará sua denúncia "nos próximos dias".

Strauss-Kahn responde a processo civil em NY por estupro da camareira Nafisatu Dialo
AP
Strauss-Kahn responde a processo civil em NY por estupro da camareira Nafisatu Dialo
A publicação dos documentos judiciais acontece dois dias depois que o ex-dirigente do FMI foi indiciado pela justiça francesa. Além disso, o francês vai responder, em Nova York, a um processo civil por tentativa de estupro apresentado pela .

Strauss-Kahn procura com esse processo, segundo seus advogados, "revelar a origem desses vazamentos para esclarecer suas verdadeiras motivações".

Sua defesa ressaltou na terça-feira em entrevista coletiva que os crimes de proxenetismo pelos quais é acusado são "inexistentes", por considerar que seu comportamento pode ser questionável em nível moral, mas não em nível legal, e lamentou que os direitos do economista tenham sido atropelados.

"Mais uma vez, se violou o segredo de instrução em prejuízo de Strauss-Kahn, sob o pretexto, prático e adequado, da informação pública, onde na realidade não há mais que voyeurismo", concluem os advogados nessa nota.

A notícia do "Le Monde" revelou depoimentos das mulheres interrogadas, que falam da falta de respeito com que Strauss-Kahn e outros participantes supostamente lhes tratavam, e inclui também extratos de seus interrogatórios.

Neles teria reconhecido que pode ser que tenha sido "ingênuo" ao não perceber que as "convidadas" das festas que participava eram remuneradas e justificou a linguagem empregada em suas mensagens com os organizadores, nas quais falava de "material" para referir-se a essas mulhere

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