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Brasília, 26 mai (EFE).- O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que o Brasil enfrentou a crise global bem e que quase não sofreu seu impacto, mas alertou sobre um possível "reaquecimento" econômico nos próximos meses.

Brasília, 26 mai (EFE).- O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que o Brasil enfrentou a crise global bem e que quase não sofreu seu impacto, mas alertou sobre um possível "reaquecimento" econômico nos próximos meses. "Chegou a hora do Governo brasileiro começar a retirar os estímulos" à economia, como os benefícios fiscais e tributários que utilizou para reduzir o impacto das turbulências internacionais, declarou Strauss-Kahn em entrevista coletiva junto ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na opinião do diretor-gerente do FMI, "os estímulos foram corretos e eram necessários", mas agora é preciso voltar atrás, a fim de "evitar que a situação atual possa provocar um nível excessivamente elevado de crescimento" e crie pressões inflacionárias, entre outros efeitos. "Neste momento se trata de administrar a desaceleração, de modo que a taxa de crescimento não caia tanto, mas sim que se evite um reaquecimento econômico", disse. Mantega explicou que a economia brasileira cresceu cerca de 9% durante o primeiro trimestre do ano e que essa alta teve algum impacto na inflação, mas esclareceu que o Governo começou a reduzir os estímulos fiscais e tributários, a fim de manter a situação controlada. Segundo seus cálculos, o crescimento começou a diminuir e para fim de ano espera-se que não supere os 6% anual, com uma taxa de inflação em torno dos 4% ou 5%. "Não tenho um número mágico", mas o crescimento em 2010 "não será superior aos 6%", declarou Mantega, que reconheceu que para o Brasil um crescimento de 7% ou mais neste ano não seria o melhor. Após a entrevista com Mantega, na qual entre outros assuntos foi analisada a crise na zona do euro, Strauss-Kahn deve fazer uma visita de cortesia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. EFE ed/pb

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