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Ribeirão Preto, 23 - O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou hoje que, em uma avaliação geral, o nível de emprego na agropecuária deve se manter em 2009. No geral, o quadro não nos indica um desemprego maior, a não ser em questões pontuais, disse o ministro.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho apontam que, em 2008, foram criados 18.232 empregos na agropecuária brasileira, alta de 1,22% sobre 2007. Em dezembro, no entanto, 134.487 vagas formais no setor foram fechadas.

Stephanes disse que o setor que efetivamente desempregou foi o da cana-de-açúcar, responsável por 60% dos cortes no mês passado. "Grande parte disso é por causa do fim da safra e também porque o setor efetivamente está apertado e enfrenta uma crise. E, quando há o aperto, diminuem os custos e acabam também demitindo", afirmou o ministro em entrevista à Agência Estado .

Além da cana, as áreas pontuais que deverão ter problemas de desemprego na agricultura serão na queda da produção do algodão, embora parte da área seja substituída por outros produtos, e no cultivo do café, que passa por dificuldade. "Mas o governo estuda como intervir e se tivermos sucesso nas medidas, isso pode mitigar o eventual desemprego na cafeicultura, que tem muita mão-de-obra", disse Stephanes. Ele citou ainda problemas pontuais de desemprego na fruticultura no Nordeste, pelo alto nível de dependência do mercado externo, na suinocultura e na avicultura.

Ainda de acordo com o ministro, a previsão de quebra de 7% a 8% na safra de grãos também deve atingir o mercado de trabalho na agropecuária, principalmente com os impactos da seca na Região Sul, que trarão uma quebra de 30% na produção local de soja e entre 20% e 30% nas de milho e feijão.

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