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Pacote gratuito de benefícios busca evitar prejuízos de cadastrados no sistema, caso nova invasão aconteça

Numa tentativa de recuperar a credibilidade da rede virtual PSN, a Sony ofereceu um pacote de benefícios aos usuários, que inclui um seguro no valor de US$ 1 milhão (R$ 1,62 milhão) caso novas invasões e furtos de dados ocorrerem. O programa é gratuito e válido por um ano após o registro. O comunicado foi feito através de uma postagem no blog da empresa, cerca de duas semanas após o incidente no qual foram expostos dados de 77 milhões de cadastrados na rede do videogame Playstation.

O CEO da Sony assinou a nota que comunicou a medida, naquele que foi seu primeiro pronunciamento desde a invasão. No texto, ele também pede desculpas aos usuários da PSN. “Sei que todos temos passado por momentos frustrantes”, declarou Howard Stringer. “Estamos dedicados de forma integral a restaurar totalmente e de modo seguro o serviço, tão logo quanto possível, assim como a recompensá-los pela paciência”, afirmou.

Os benefícios anunciados incluem um programa de monitoramento e vigilância de dados, que permitirá aos usuários detectar eventuais exposições de suas informações e recuperá-las, através de ações legais. Também garante acesso prioritário a investigadores privados licenciados pela empresa e especialistas em restauração de identidade, caso nova invasão ocorra. “O cliente poderia acionar um especialista para lidar com credores e outros envolvidos, que também tomaria as medidas necessárias para restaurar sua identidade”, informa o comunicado.

Reforma “está acabando”
Numa atualização de quarta-feira do mesmo blog da Sony, Pratrick Seybold, diretor de comunicação da empresa, disse que a nova estrutura online da PSN entrou em fase final de testes, informa o site Arena Turbo . Segundo o comunicado, parte dos serviços estará de volta em breve.

"Estamos trabalhando incessantemente para reconstruir nossa rede e melhorar a proteção de seus dados pessoais. Nossa prioridade máxima é assegurar que seus dados estejam seguros quando você voltar a usar os serviços," disse Seybold.