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Brasília, 24 - O secretário-executivo do Ministério da Agricultura (Mapa), Silas Brasileiro, avaliou hoje que, fora o café, os demais produtos agrícolas não deverão ser incluídos no leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) porque apresentam cotações maiores que o preço mínimo. No caso da soja, já fizemos a correção do preço mínimo desta safra, explicou.

A exceção é a cafeicultura, que terá leilões de Pepro a partir de setembro. Em reunião com representantes das cooperativas de café, o coordenador-geral de Cereais e Culturas Anuais da Secretaria de Política Agrícola, Silvio Farnese, do Ministério da Agricultura, estimou que foram leiloadas um milhão de toneladas de algodão por meio das operações de Pepro este ano.

O governo fará novos leilões de Pepro para o café, operação já realizada em 2007. Em 2006, o programa contemplou seis milhões de toneladas de outros produtos agrícolas, com exceção do café. Os leilões de Pepro para o café começaram no ano passado. Na reunião com os representantes das cooperativas, também foi discutida a necessidade da implementação de georreferenciamento para o café. "Com isso, vamos saber qual o tamanho da área que produz café no Brasil e quantos pés temos deste produto para, assim, planejarmos o volume que devemos produzir para o abastecimento dos mercados interno e externo", ressaltou o secretário-executivo.

As entidades representativas do setor cafeeiro devem encaminhar sugestões para o Pepro do Café e a reformulação dos grupos temáticos do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) até dia 4 de agosto para o e-mail se@agricultura.gov.br. A expectativa é de que o projeto final do Pepro seja apresentado na próxima reunião do CDPC, prevista para meados de agosto. O leilão do Pepro deverá ocorrer no mês de setembro.

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