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SÃO PAULO - A Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) teme que a desaceleração da economia brasileira e a consequente diminuição da arrecadação do governo possam resultar em uma reforma tributária com potencial de onerar, mais do que reduzir, a atual carga tributária.

Segundo Paulo Skaf, presidente da entidade, embora uma reforma tributária seja importante e de pleno interesse do setor produtivo, a Fiesp vai monitorar, com o retorno do recesso legislativo, os trabalhos e mudanças na lei que poder ser votada em breve, a fim de evitar que a perda de receita da União venha a ser compensada no trâmite dessa reforma.

"Apoiamos um projeto com risco zero de aumento de carga tributária e os projetos que estão aí precisam ser mudados", disse, depois de relatar a pauta de discussões do Conselho Estratégico da Fiesp, que se reuniu hoje em São Paulo com a presença de cerca de 30 grandes empresários.

Questionado se haveria alguma indicação nesse sentido além da percepção de que o governo deve arrecadar menos neste ano, Skaf mencionou que o governo não consegue controlar seus gastos, cujo crescimento tende a ser maior do que o do Produto Interno Bruto (PIB).

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