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Economia da região parece ter se estabilizado em janeiro, como mostram os dados preliminares do Índice dos Gerentes de Compras

O Índice dos Gerentes de Compras (PMI) composto da zona do euro subiu de 48,3 em dezembro para 50,4 em janeiro. Essa foi a terceira alta consecutiva e, pela primeira vez em cinco meses, o indicador ficou acima da marca de 50, que separa expansão de contração da atividade. Analistas previam alta para 48,5. O dado ainda é preliminar e está sujeito a revisões.

"A economia da zona do euro parece ter se estabilizado em janeiro, apresentando um crescimento marginal depois de uma contração de 0,5% a 0,6% do PIB no último trimestre do ano passado", disse o economista-chefe da empresa que divulga o dado, a Markit, Chris Williamson. "A melhoria refletiu em larga medida uma alta na Alemanha e um crescimento muito modesto na França.O restante da região continua passando por uma desaceleração acentuada, ainda que mesmo aí a taxa média de queda tenha diminuído."

O PMI composto preliminar da Alemanha subiu de 51,3 em dezembro para 54,0 em janeiro, a maior alta em sete meses; o PMI da indústria foi a 50,9 e o de serviços subiu para 54,5 e ambos superaram as estimativas. "Na superfície, a recuperação do crescimento da produção em janeiro indica um início sólido de 2012 para o setor privado da Alemanha, mas ainda há sinais de condições frágeis para os negócios", disse o economista-sênior da Markit Tim Moore.

"Embora essa última pesquisa levante esperanças de que a economia da Alemanha vá voltar à expansão no primeiro trimestre, as empresas ainda relatam a falta de disposição dos clientes para gastar e os atrasos em investimentos", acrescentou Moore. Na França, o PMI composto preliminar subiu de 50,0 em dezembro para 50,9 em janeiro. O aumento veio graças à alta de 50,3 para 51,7 do PMI de serviços; o PMI industrial recuou de 48,9 em dezembro para 48,5 em janeiro.

"Os detalhes da pesquisa revelam uma queda acelerada da abertura de novos negócios e uma diminuição de pedidos em carteira, sugerindo que a situação subjacente segue fraca. Esse é particularmente o caso do setor industrial, que apresenta contração por seis meses consecutivos", disse o economista-sênior da Markit Jack Kennedy.

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